Pela primeira vez, moradores vão ao desfile de 7 de Setembro em Campo Grande
Famílias, curiosos e quem acompanha a tradição há décadas foram às ruas para prestigiar o desfile da Independência do Brasil nesta segunda-feira (7)
O desfile de 7 de Setembro em Campo Grande reuniu, nesta segunda-feira (7), diferentes gerações em torno de uma mesma tradição. Entre familiares que foram acompanhar crianças e adolescentes, moradores que participaram pela primeira vez e quem carrega na memória os desfiles de décadas atrás, o público ocupou na Rua 13 de Maio para celebrar a Independência do Brasil.

Para alguns, a manhã foi marcada pela curiosidade. Para outros, pela emoção de acompanhar um familiar desfilando. E houve ainda quem aproveitasse a data para relembrar um tempo em que, segundo a própria memória, o sentimento cívico era mais presente nas ruas e nas escolas.
Vinda de Porto Murtinho, Neusa de Souza esteve em Campo Grande pela primeira vez para acompanhar o neto, que participa do desfile pela Cidade dos Meninos. Ao lado da família, ela chegou animada para prestigiar a apresentação.
“Eu gosto de assistir o desfile dos soldados e da polícia. Eu acho mais bonito”, contou.
Apesar da admiração pelas forças de segurança, era o neto quem concentrava a maior expectativa da avó. Esta é a primeira vez que ele participa do desfile na Capital.
Neusa também destacou a importância de levar as crianças para vivenciar momentos como esse. Para ela, acompanhar o desfile em família ajuda a aproximar os mais jovens da tradição da data.

Curiosidade levou moradora à desfile
Aos 21 anos, Ana Pereira também decidiu conhecer o desfile pela primeira vez. Moradora de Campo Grande e trabalhando como repositora de mercado, ela contou que a curiosidade foi o principal motivo para atravessar a rua e acompanhar a programação.
“Nunca tinha visto. Fiquei pensando: o que será que acontece aqui? Aí eu me senti meio patriota e resolvi vir”, relatou.
Para Ana, o 7 de Setembro também é uma oportunidade de valorizar o fato de ser brasileira.
“É um dia para você se sentir bem feliz com o fato de você ter nascido brasileiro, ser feliz com o seu país, com a sua pátria. Eu acho que isso é o mais importante”, afirmou.
E, entre todas as atrações, uma chamou especialmente a atenção da jovem: a banda.
“Eu vim aqui, atravessei a rua, fiquei olhando aquela banda. Fiquei curiosíssima do que vai acontecer, como eles vão tocar, o que eles vão tocar”, disse, enquanto aguardava o início do desfile.
Memórias e tradição
Aos 74 anos, o empreendedor, palestrante, poeta e escritor Acilso Rodrigues acompanhou o desfile carregando não apenas a expectativa pela programação, mas também lembranças de outras épocas.
Nascido em Andradina (SP), ele se criou em Campo Grande e afirma conhecer a região desde a infância, quando a rua ainda não era asfaltada.
Para Acilso, o desfile representa uma oportunidade de tentar recuperar o espírito cívico que, segundo ele, era mais forte no passado.

“Antigamente as pessoas se emocionavam quando viam a bandeira brasileira passar, viam os alunos desfilando de peito erguido, cantando o nacional, com o espírito cívico desde as crianças até os professores”, relembrou.
Na avaliação dele, a relação do público com a data mudou ao longo dos anos. Ainda assim, a esperança é de que o desfile possa despertar novamente esse sentimento.
“Infelizmente, hoje está totalmente mudado. Mas eu quero ver se a gente consegue resgatar um pouco disso aqui hoje”, afirmou. Entre as atrações que esperava acompanhar estavam justamente as escolas, o Exército Brasileiro e a Polícia Militar.
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