Salão em presídio qualifica e é esperança de recomeço para presos LGBTQIAPN+
Os “Salão de Beleza Expressão da Liberdade” nasce com a proposta de ampliar as perspectivas de trabalho dos presos ao deixarem a unidade, reduzindo a chance de retorno ao crime
O Instituto Penal de Campo Grande, no Jardim Noroeste, agora conta com um “salão-escola” para qualificação profissional, na área da beleza, voltado a detentos LGBTQIAPN+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Queer, Intersexuais, Assexuais, Pansexuais, Não bináries e demais identidades e orientações de gênero) que cumprem pena na unidade. Batizado de “Salão de Beleza Expressão da Liberdade” o projeto nasce com a proposta de ampliar as perspectivas de trabalho dos presos ao deixarem a unidade, reduzindo a chance de retorno ao crime.

Atividades
Entre as atividades profissionais ofertadas estão corte de cabelo, barbearia, unhas em gel, maquiagem e outros cuidados estéticos. As ações contemplam prioritariamente a população LGBTQIAPN+, mas os demais internos também podem participar do projeto. A formação profissional será realizada em parceria com instituições como o Sistema S.
O salão é equipado com materiais doados pelo Instituto Ação pela Paz e insumos obtidos com apoio da Subsecretaria de Políticas Públicas LGBTQIA+, vinculada à Secretaria de Estado de Cidadania, a partir de projetos apresentados pela Divisão de Promoção Social da Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen.

Além dos representantes das instituições envolvidas, a solenidade de inauguração do projeto no presídio contou com a ampliação do número de detentos que participam do projeto “Som da Liberdade”, que utiliza a música como ferramenta terapêutica e de desenvolvimento pessoal.
O Instituto Ação pela Paz também doou novos instrumentos, o que permitirá ampliar o número de internos atendidos. Ambos os projetos são coordenados pela policial penal Patrícia Gabriela Magalhães, que alia acompanhamento técnico a práticas de acolhimento e desenvolvimento humano dos custodiados.

Uma das participantes do “Expressão da Liberdade”, que terá a identidade preservada, citou as barreiras enfrentadas fora do sistema prisional.
“Muitas vezes, as oportunidades nos são negadas simplesmente por quem somos. Esse projeto traz dignidade no presente e esperança para o futuro”, afirmou.
Outro interno, que também participa do projeto musical, ressaltou o impacto das ações no cotidiano prisional.

“Projetos como esse ajudam a construir uma ponte para o retorno à sociedade. A qualificação e a expressão artística ampliam horizontes e resgatam a esperança de um recomeço.”
Também participaram do evento de inauguração do salão juízes, representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social, da Gerência de Proteção Social Especializada de Alta Complexidade e da Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul, além de diretores de unidades prisionais e assistenciais da Agepen na capital.
Comentários (1)
ISSO SIM, É ATITUDE CRISTÃ,SEM DISCRIMINAR NINGUÉM, AFINAL TODOS SOMOS FILHOS E FILHAS DE DEUS,E JESUS NÃO DISCRIMINOU NINGUÉM, PARABÉNS PELO PROJETO E QUE CONTINUE VALORIZANDO O SER HUMANO 🙏🏻💋