SAS vai atrás de família de idosa encontrada sem água e comida em Campo Grande
Conforme a Secretaria Municipal de Assistência Social, ela foi encaminhada provisoriamente para um lar de idosos
A SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) irá em busca da família da idosa de 74 anos encontrada vivendo sem água e comida em uma casa na tarde desta quarta-feira (17), no bairro Celina Jallad, região do Portal Caiobá, em Campo Grande. No momento, ela está sendo acolhida provisoriamente em uma lar de idosos.

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“A equipe do CREAS [Centro de Referência Especializada de Assistência Social] Centro irá realizar um trabalho de busca de familiares para avaliar se há condições da idosa ser entregue a algum familiar, caso algum responsável seja localizado”, afirmaram ao Primeira Página.
“A equipe constatou que a idosa se encontrava em situação de violação de direitos, por isso providenciou o acolhimento provisório da idosa, que foi encaminhada para a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Sirpha-Lar do Idoso”, completaram.
Total abandono
A situação deplorável e de total abandono da idosa chegou até a polícia através de ligações anônimas para o Disque Direitos Humanos 100.
“É um ambiente inóspito. Parecia uma pocilga. Cheiro de urina fortíssimo, fezes espalhadas por todos os cômodos, no interior da geladeira, quando abrimos, infestada de baratas. Custa acreditar que um ser humano esteja habitando um lugar nessas condições”, detalhou à reportagem o delegado da 6ª Delegacia de Polícia, Camilo Kettenhuber.

A idosa tem três filhos. Dois são casados e vivem na região das Moreninhas, e um é usuário de drogas e está internado. Ela relatou à polícia que a última visita de um deles foi há três meses.
O delegado afirmou que já identificaram alguns e vão intimá-los para que possam prestar os esclarecimentos sobre o caso.
“É uma situação lamentável, indigna. Nenhum ser humano merece estar nessa situação. Estamos instaurando um procedimento para apurar a parte criminal e responsabilizar os responsável por essa omissão, e esperamos que os órgãos sociais façam o pronto acolhimento dessa idosa para que ela possa ter uma vida com dignidade”, alegou o delegado.
Detenção e multa
De acordo com Kettenhuber, o procedimento investigatório será baseado no artigo 99 do Estatuto do Idoso.
A legislação diz: “expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis, quando obrigado a fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado”, prevê detenção de 2 meses a 1 ano, além de multa.

E mais: se do fato resultar em lesão corporal de natureza grave, a pena aumenta para reclusão de 1 a 4 anos.
Além do Estatuto do Idoso, serão avaliados eventuais prejuízos de “outras infrações criminais que possam surgir no percurso das investigações”.
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