Útero de milhões: jovem tem gravidez rara com gêmeos de pais diferentes em Goiás
O caso, que seria o 20º registro de gêmeos de pais diferentes no mundo, aconteceu na cidade de Mineiros.
Com chance de uma em um milhão, uma jovem de 19 anos, que preferiu não se identificar, engravidou de gêmeos de pais diferentes. O fato curioso e extremamente raro, como afirma o médico que acompanhou o caso, aconteceu em Mineiros, no sudoeste de Goiás. Este seria o 20º caso registrado no mundo.

Uma gravidez nessas condições é chamada na medicina de “superfecundação heteroparental” e pode ser confirmada por exames de DNA, como foi no caso da jovem goiana, que se relacionou com dois homens no mesmo dia e engravidou dos dois!
Conforme especialistas, fecundações em óvulos diferentes ocorrem em poucas horas entre uma e outra: a gestação se dá quando dois óvulos da mesma mulher são fecundados por homens diferentes. E que, nesse caso, o material genético dos pais é diferente e os óvulos da mãe também são diferentes.
Numa gestação com a da jovem, os bebês se desenvolvem na mesma gestação, mas cada um em uma placenta.
A gestação
A diferença da superfecundação heteroparental para uma gravidez de gêmeos normal é que na gestação de gêmeos univitelinos apenas um óvulo é fecundado, pelo mesmo homem, e depois se divide em dois, gerando os fetos idênticos.
Ainda segundo especialistas, a gestação da jovem de Mineiros seria o 20º caso registrado no mundo. Durante o pré-natal dela, foi identificado uma pequena diferença de tamanho entre os gêmeos, mas ainda assim, pouco significativa.
A gestação da jovem teria sido tranquila, sem nenhuma complicação e os meninos, que hoje têm 1 ano e quatro meses, nasceram saudáveis.

Por ser uma raridade, o caso está sendo estudado mais a fundo por médicos e estudantes de medicina. Uma equipe de uma faculdade ficou responsável por escrever um artigo científico sobre o caso, que pode ser publicado em revistas nacionais e até internacionais.
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Exames de DNA
A mãe dos bebês explicou que os filhos são muito parecidos, mas que ela teve dúvidas em relação às paternidades. Então, quando eles completaram oito meses de idade, ela fez os exames de DNA com o homem que ela achou que fosse o pai. O resultado deu positivo apenas para um filho.
Após isso, ela decidiu refazer os exames, que dessa vez confirmaram a paternidade para a outra criança. Ela contou que se lembrou que havia tido relação com outro homem e que o chamou para fazer o exame, que deu positivo.
Segundo a jovem, o pai de um dos bebês assumiu os dois meninos e fez os registros no cartório. Além disso, o pai, que também não teve a identidade divulgada, cuida dos dois bebês, ajuda na criação e dá todo o suporte que a mãe e os meninos precisam.
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