VÍDEO: Moradores fazem protesto contra falta d'água em VG
Além de bloquear a passagem de carros, alguns manifestantes queimaram sacos de lixo e pneus no canteiro central da via.
Moradores do Bairro Residencial Jacarandá de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, realizaram às 18h30 desta quarta-feira (20) um protesto contra a falta d’água. Segundo os manifestantes, eles estão a mais de 15 dias sem receber água em casa.

Mais de 100 pessoas participaram da manifestação que interditou a Avenida Bandeirantes, que fica na entrada do bairro. Além de bloquear a passagem de carros, alguns manifestantes queimaram sacos de lixo e pneus no canteiro central da via.
Uma das organizadoras do protesto, Wanessa Yngrid, que trabalha como operadora de telemarketing, relata como tem sido difícil a rotina dela e dos vizinhos.
“A maioria tem filho, tem mães aqui nos relataram que não estão mandando o filho pra creche porque não tem água pra lavar roupa, pra mandar o filho limpo pra escola. A higiene básica a gente não consegue estar fazendo no dia-a-dia”, conta.

O DAE/VG (Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande) está realizando uma obra no sistema de abastecimento da região.
Para a aposentada Sonia Maria Borges, de 62 anos, a demora para solucionar o problema e o desamparo das autoridades são um desrespeito com a população.
“[Por questões de saúde] nem era pra eu estar aqui, mas estou porque estou vivendo de misericórdia. Estou reivindicando junto com meus amigos e pedindo para que nos mandem essa água o mais urgente possível”, disse a moradora.

Segundo Wanessa, a prefeitura se comprometeu a disponibilizar caminhões-pipa para abastecer gratuitamente a população. Porém, ela relata que não é isso que tem acontecido.
“Os caminhões-pipa vieram ontem e hoje, cobrando da população R$ 70 por casa. Muitos aqui não tem condições, somos um residencial periférico que as mães não tem condições de pagar esse valor em 1 mil litros. E quem pagou R$ 100, R$ 150, na conta de água, igual foi na minha casa? Eles vão descontar do valor da água?”, declara Wanessa.
“É díficil porque a gente ganha um salário mínimo e eu tive que comprar água porque não tinha, só que não é suficiente e de onde nós vamos tirar mais dinheiro pra comprar água?”, questiona a auxiliar de serviços gerais, Vânia Maria Mendes Macedo, outra moradora que participou do protesto.
O Primeira Página entrou em contato com a prefeitura de Várzea Grande mas até a publicação desta reportagem, não obteve resposta.
Uma equipe da Polícia Militar esteve no local.
Por volta de 20h, os dois lados da via foram liberados.
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