Voos para Belém aumentam 44%, mas chegada de estrangeiros segue desafio para a COP30
Em novembro, estão previstos 31 voos internacionais para a capital, totalizando 5.610 assentos, um aumento de 44% sobre o mesmo período de 2024. Ainda assim, a oferta está muito aquém da demanda esperada para a COP30.
A capital paraense, sede da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em novembro de 2025, se prepara para um salto na movimentação aérea. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a oferta de bilhetes para Belém terá um crescimento expressivo em relação ao ano passado. Mesmo assim, o volume ainda é considerado insuficiente diante da expectativa de mais de 50 mil visitantes estrangeiros para o evento.

Demanda internacional limitada
O Aeroporto Internacional de Val-de-Cans, o mais movimentado da região Norte, registrou 2,7 milhões de passageiros entre janeiro e setembro de 2025, ocupando a 14ª posição entre os terminais brasileiros. Embora Belém responda por 1,83% do fluxo nacional de passageiros, a participação nos voos internacionais é de apenas 0,28%.
Em novembro, estão previstos 31 voos internacionais para a capital, totalizando 5.610 assentos — um aumento de 44% sobre o mesmo período de 2024. Ainda assim, a oferta está muito aquém da demanda esperada para a COP30.
Atualmente, Belém mantém seis rotas internacionais regulares, nenhuma com frequência diária. Há voos para Miami e Fort Lauderdale (EUA), Lisboa (Portugal), Bogotá (Colômbia), Caiena (Guiana Francesa) e Paramaribo (Suriname).
Longas conexões até a cidade-sede
A limitação de voos diretos torna o acesso à capital paraense um dos principais desafios logísticos da conferência. Na América do Sul, por exemplo, as viagens partindo de Buenos Aires podem durar de 8 a 15 horas. Desde a América do Norte, passageiros que saem de Washington enfrentam deslocamentos de cerca de 20 horas.
Já da África, uma viagem de Johanesburgo pode levar até 32 horas, e da China, partindo de Pequim, o percurso pode chegar a 50 horas, considerando conexões e esperas em aeroportos.
Malha doméstica reforçada
No mercado interno, a movimentação será bem mais intensa. A Abear estima 1.395 voos domésticos para Belém durante o mês da COP30, com 245,7 mil assentos — um aumento de 19% em relação a 2024. As principais origens serão São Paulo, com quase dez voos diários (Guarulhos e Campinas), seguidos de Brasília, Manaus e Macapá. O Rio de Janeiro conta com apenas um voo direto diário.
Investimento no aeroporto
No último sábado (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou as obras de ampliação e modernização do Aeroporto Internacional de Belém. A concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA) investiu R$ 450 milhões no projeto, que inclui um novo terminal de passageiros e melhorias na infraestrutura operacional.
Com as intervenções, a capacidade anual do aeroporto passou de 7,7 milhões para 13 milhões de passageiros, quase o dobro da estrutura anterior. A entrega foi antecipada em quase um ano, justamente para atender à demanda gerada pela COP30.
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