Aldeias de Dourados celebram 120 anos preservando casa de reza
4 de junho é uma data considerada um marco para os indígenas de MS
A reserva indígena de Dourados, município a 201 km de Campo Grande, completa neste sábado, 4 de junho, 120 anos. Por lá, a casa de reza das Aldeias Jaguapirú e Bororó mantém uma tradição antiga de reza em um local que se transformou em um símbolo de luta e resistência.
Assista abaixo parte da celebração:
A data, além de ser comprovada em documento, é considerada um marco, pois o dia é de conquista da terra pelo serviço de proteção aos indígenas.
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Hoje, quase 20 mil indígenas das etnias Guarani, Kaiowá e Terena vivem nessas duas principais aldeias de Dourados. Ao todo, são 3,5 mil hectares, ou seja, a maior reserva em área urbana do Brasil.
Junto com a história da terra indígena se confunde também a da casa de reza, que é uma oca típica Kaiowá, um verdadeiro símbolo de luta e resistência. Não se sabe quantas existem atualmente, mas, nos últimos anos, 17 dessas casas foram queimadas no Estado, segundo a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados).

Por ser um local sagrado, tradicionalmente só indígena podem entrar. Os brancos devem ter autorização do cacique. Lá existe o “xirú”, que é uma cruz Kaiowá, passada de geração em geração.
Além dela, outras peças da cultura religiosa inígena, vem desde os ancestrais antigos. A cruz, por sinal, já foi queimada três vezes. A última vez foi em 2018. Contudo, em 2020, ela foi reerguida com mais de mil feixes de sapê, uma palha que vai de baixo até acima da oca. Para isso, foram mais de 6 meses de trabalho árduo.
Durante a pandemia, nenhum ritual foi realizado dentro da casa de reza. Agora, alguns estão sendo retomados, como batizados. Porém, antigamente, os ancestrais usavam para outros momentos. Conforme o cacique, é importante manter essa cultura viva.

Para quem ouviu a história antiga contada pelos antepassados, ou por quem também viveu grande parte dela, é motivo de orgulho e emoção poder nos dias de hoje poder compartilhar também.
De acordo com Alda Silva, de 75 anos, esposa do cacique. Ao lado do marido há quase 60 anos, ela criou os 19 filhos e 8 filhas, alguns de coração. Todos crescidos deram ao casal indígena 78 netos e muitos bisnetos. E é por essa nova geração que Alda tem zelo pelo futuro da tradição.
Confira abaixo mais vídeos das comemorações:
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