Conheça enredo de escola de samba de SP que dá voz a indígenas Guaicurus
São os Guaicurus, indígenas que viveram na região do Pantanal por mais de 300 anos defendendo o seu território de invasão estrangeira
O pranto da alma apaga essa chama
É luz de Iara, Tupã e Caaporã
Dono da terra é falange Guaicuru
Barroca é resistência por um novo amanhã
Assim começa o enredo da escola de samba Barroca Zona Sul, que homenageia os Guaicurus, indígenas que viveram na região do Pantanal por mais de 300 anos defendendo o seu território de invasão estrangeira.

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A agremiação será a terceira a desfilar no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. O horário para entrar em cena é nos primeiros minutos de sábado (18), às 1h25.
Os Kadiwéu, indígenas que vivem numa reserva em Mato Grosso do Sul, são descendentes dos Guaicurus e mantêm a tradição. Uma delas é a parceria com os cavalos.
Guaicurus
Para não deixar a história dos Guaicurus cair no esquecimento, a Barroca Zona Sul promete transformar a guerra em arte e mostrar a força e importância desses indígenas.
Assista abaixo um dos ensaios da escola de samba:
Confira abaixo o enredo “Guaicurus”:
O pranto da alma apaga essa chama
É luz de Iara, Tupã e Caaporã
Dono da terra é falange Guaicuru
Barroca é resistência por um novo amanhãAnoiteceu !
No verde que abriga minha aldeia
Lamento ao esplendor da lua cheia
Raiou a maldade do carcará
Desperta a Fúria M’bayá
Pajé evoca meus ancestrais
Quem ousava destruir a paz
É ventania vinda de além-mar
Ouça… a natureza que se manifesta
O coração é arco, a mente é flecha
Ser livre é a lei do meu lugarAuê, auê… Guaicuru chama pra guerra
Eu sou o grito que amedronta a floresta
Auê, auê… guaicuru não tem senhor
Cavalgando mata adentro
Enfrentando o invasorLágrima escorre do meu rosto
Pintado de dor e de traição
Página da história esquecida
Escondida no olhar de cada irmão
Brasil, meu país menino
O passado não me fez servil
Clamo ao cavaleiro da floresta
Verdadeiro filho dessa pátria mãe gentil
Hei de preservar meu Aracê
Meu povo é sentinela KadiwéuNo pantanal há de resplandecer
Autores: Thiago Meiners, Claudio Mattos, Sukata, Morganti, Tubino, André Mattos, Thiago Savanna, Wilson Mineiro, Julio Alves, Rodrigo Alves, Silvio Ribeirinho, Fernando Negão e Pixulé. Intérprete: Pixulé
O verde das matas, o azul do céu
Bonito, né? Bora cutir o Carnaval.
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