Último episódio da série Originários mostra relação dos indígenas com a tecnologia
Aldeia conectada ajuda no desenvolvimento humano, nos estudos científicos, movimenta a economia e permite acesso a um mundo fora do Parque Nacional.
Chegamos ao último episódio da série Originários – realizada pelos repórteres Gustavo Nolasco e Fábio Barros, e exibida pela TV Centro América e pelo Primeira Página. A 5ª reportagem mostra a relação dos indígenas com a tecnologia.
A internet chegou no Alto Xingu há pelo menos 11 anos. A aldeia conectada ajuda no desenvolvimento humano, nos estudos científicos, movimenta a economia da cidade mais próxima e faz com que os indígenas tenham acesso a um mundo fora do Parque Nacional.
Para os comerciantes, a tecnologia possibilita contato e proximidade.
“Quando eu vim pra cá, nem sabia que existia tudo isso. Cheguei e fui muito bem recepcionada. Aqui, eles se sentem em casa. Sempre falo que aqui é a casa deles também. Os indígenas fazem o dinheiro ‘girar’ na cidade. E são clientes bons”, comentou a comerciante Soeni Janete Shuck.

A chegada da tecnologia e da internet também possibilitou que os indígenas descobrissem outras habilidades. A conexão com o mundo fora da aldeia é um meio de defender a cultura, os costumes e os territórios.
Assista o 1º episódio: Dos rituais de transformação à defesa do meio ambiente – conheça a cultura dos povos do Xingu
Assista o 2º episódio: 2º episódio da série Originários aborda culinária indígena dos povos do Xingu
Assista o 3º episódio: O desafio da linguagem é tema do 3º episódio da série Originários
Assista o 4º episódio: Povos do Xingu contam desafios para ter acesso à saúde no 4º episódio de Originários
Eles descobriram como aproveitar os aplicativos de celulares e as plataformas em favor de suas causas.
Com o uso de drones, por exemplo, conseguem mapear as áreas de preservação, desenvolver projetos em 3D, assim como identificar a geologia das aldeias.

O pesquisador americano, Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, conduz um estudo que já dura três décadas e os resultados podem mudar a história.
“Agora a gente pode mapear, em horas, o que levou dias para ser mapeado há dez anos. Ele dá detalhes. Aonde a gente quer chegar com esse trabalho, com essas informações? É interessante no mundo arqueológico para saber que Amazônia tinha verdadeiras civilizações, que não eram povos primitivos, que não era diferente de outra parte do mundo. E para um arqueólogo essa é uma paisagem deslumbrante”, afirma o pesquisador.
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