A 50 metros de profundidade: conheça a mina subterrânea que movimenta Peixoto de Azevedo

Uma mina subterrânea em Peixoto de Azevedo (MT) tem chamado atenção pela estrutura técnica e pelo impacto econômico que vem gerando na região.

Uma mina subterrânea localizada em Peixoto de Azevedo (MT) chama a atenção pela estrutura profissional e pelo potencial de desenvolvimento econômico para a região. O subsolo também abriga uma operação organizada e tecnicamente planejada, conduzida por geólogos e mineradores capacitados.

Durante uma visita ao local, o geólogo Matheus Dolce, responsável técnico pela operação, explicou o processo de extração. “A gente desce através de um shaft (poço vertical) até o nível onde está o minério. Depois disso, desenvolvemos as extremidades do veio e fazemos a lavra em recuo. Quando concluímos uma camada, descemos para o próximo nível e repetimos o processo”, detalhou.

Atualmente, os trabalhadores atuam a cerca de 50 metros de profundidade, em galerias abertas a partir de detonações controladas.

Mina subterrânea em Peixoto de Azevedo revela nova fase da mineração em Mato Grosso (Reprodução/Redes Sociais)

As galerias da mina chegam a medir até 90 metros de extensão, e o método de mineração subterrânea vem sendo aplicado há cerca de um ano. Antes disso, o local era explorado de forma artesanal, segundo o geólogo. 

“Aqui já foi área de garimpo tradicional há uns 15 anos. Hoje, com o novo método, temos mais segurança, eficiência e aproveitamento do minério”, explicou o geólogo.

O projeto emprega profissionais de várias partes do Brasil, incluindo trabalhadores vindos da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. “É uma atividade que movimenta muito a economia local. Gera emprego, renda e oportunidade para muita gente”, ressaltou Matheus. Ele destacou o papel social da mineração na região de Peixoto de Azevedo e municípios vizinhos, como Poxoréu e Bezerros.

A mina representa uma nova etapa para a mineração mato-grossense, unindo tradição, inovação e geração de renda, um retrato do potencial econômico que o subsolo de Peixoto de Azevedo guarda há décadas.

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