Agro lidera geração de emprego formal e MT tem 2º melhor saldo do Brasil em julho
Estado registrou 61.174 admissões e 55.408 desligamentos no mês; saldo positivo foi puxado principalmente pela agropecuária e pelos serviços.
Mato Grosso abriu 5.766 vagas de trabalho com carteira assinada em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado coloca o Estado na segunda posição entre as unidades da Federação com maior saldo positivo de empregos formais no mês, atrás apenas de São Paulo, que registrou 17.814 vagas.

Ao todo, Mato Grosso contabilizou 61.174 admissões e 55.408 desligamentos em julho. O saldo corresponde à diferença entre as contratações e demissões registradas no período.
O desempenho mato-grossense ocorreu em um cenário de desaceleração na geração de empregos formais no país. Em julho, o Brasil criou 58.568 postos de trabalho, resultado 57,3% inferior ao registrado em junho, quando foram abertas 137.044 vagas.
Na comparação com julho de 2025, quando o país criou 133.932 empregos formais, o resultado deste ano representa uma queda de 56,3%.
Agropecuária lidera geração de empregos em MT
Entre os setores analisados pelo Caged, a agropecuária foi responsável pelo maior saldo positivo de empregos em Mato Grosso, com a abertura de 3.377 vagas formais em julho.
Na sequência aparecem os serviços, que tiveram saldo positivo de 1.406 postos, e a indústria, com 1.095 novas vagas. A construção civil também encerrou o mês no azul, mas com um saldo mais modesto, de 191 empregos formais.
O único setor a registrar saldo negativo foi o comércio, que teve 303 desligamentos a mais do que admissões no período.
MT fica atrás apenas de São Paulo
Na comparação entre os estados, Mato Grosso teve o segundo maior saldo positivo de empregos formais em julho. São Paulo liderou o ranking, com 17.814 novos postos de trabalho, seguido por Mato Grosso e Minas Gerais, que registrou saldo positivo de 5.199 vagas.
Ao todo, 22 unidades da Federação tiveram saldo positivo em julho, enquanto cinco registraram mais desligamentos do que admissões. Os resultados negativos foram registrados no Espírito Santo (-2.605), Rio Grande do Sul (-903), Tocantins (-366), Santa Catarina (-248) e Distrito Federal (-134).
Apesar do resultado positivo de Mato Grosso, o mercado de trabalho formal brasileiro apresentou forte desaceleração em julho.
O país abriu 58.568 vagas com carteira assinada, resultado 57,3% menor do que o registrado em junho. Naquele mês, foram criados 137.044 empregos.
O resultado de julho também foi 56,3% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o país abriu 133.932 postos, considerando os dados ajustados.
No acumulado de janeiro a julho, o Brasil registrou 972.203 novos empregos formais, uma queda de 20,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram criadas 1.229.107 vagas.
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