Após impacto bilionário do Master, BRB nega intervenção e fala em suficiência de capital
De acordo com o BRB, qualquer medida de recomposição de capital somente será definida após a conclusão das auditorias independentes e das análises conduzidas pelo Banco Central.
O Banco de Brasília (BRB) afirmou nesta segunda-feira (19) que não há qualquer risco de intervenção na instituição e que sua situação patrimonial é suficiente para absorver os impactos decorrentes das investigações que envolvem o Banco Master. Em posicionamento oficial, o banco público do Distrito Federal informou que avalia a venda de ativos recuperados do banco privado como estratégia para reforçar o caixa.
A manifestação ocorreu após a circulação de informações sobre uma suposta necessidade urgente de aporte financeiro. De acordo com o BRB, qualquer medida de recomposição de capital somente será definida após a conclusão das auditorias independentes e das análises conduzidas pelo Banco Central.
A instituição destacou que possui plano estruturado para eventual reforço patrimonial e ressaltou que, se houver aporte do acionista controlador, isso não afetará recursos destinados a políticas públicas do governo distrital.

Também nesta segunda, o Ministério da Fazenda divulgou esclarecimento negando que o ministro Fernando Haddad tenha tratado com o governo do Distrito Federal ou com a direção do BRB sobre um socorro imediato para evitar intervenção. A pasta rebateu reportagens que mencionavam cobranças de prazos para capitalização, mas não detalhou eventuais diálogos técnicos com o Banco Central sobre o acompanhamento do caso.
Auditorias em andamento
O BRB informou que ainda não é possível mensurar o tamanho de eventuais prejuízos, uma vez que os números estão sob análise de auditoria independente e das autoridades monetárias. Por esse motivo, o balanço do terceiro trimestre não foi divulgado e não há dados financeiros atualizados disponíveis.
Segundo o banco, todas as operações relacionadas ao episódio estão incluídas em investigação forense conduzida por escritório especializado, com supervisão dos órgãos competentes. A instituição reiterou que segue funcionando normalmente e classificou como especulativas quaisquer estimativas divulgadas sem base oficial.
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Impacto da crise do Master
A situação do BRB está diretamente ligada às apurações sobre o Banco Master, investigado por suspeitas de irregularidades em carteiras de crédito. Informações repassadas pelo Banco Central ao Ministério Público indicam que o banco brasiliense adquiriu cerca de R$ 12,2 bilhões em ativos posteriormente considerados problemáticos, que foram substituídos e continuam sob avaliação.
Além disso, teriam sido realizados aportes superiores a R$ 5 bilhões no Master por meio de diferentes operações financeiras, como compra de cotas de fundos de investimento. A atual gestão do BRB busca dimensionar os reflexos dessas transações realizadas nos últimos dois anos.
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Desenquadramento temporário
As operações levaram o banco a ultrapassar limites prudenciais estabelecidos pelo Banco Central, permanecendo fora dos parâmetros por ao menos dois meses no início de 2025. Em razão disso, a autoridade monetária impôs restrições à aquisição de novos ativos e determinou a apresentação de um plano de regularização em até seis meses, contados desde outubro.
Apesar do quadro, o BRB sustenta que não recebeu qualquer ordem formal para capitalização imediata e reforça que a possibilidade de apoio do Governo do Distrito Federal amplia a capacidade de enfrentamento da crise, enquanto as investigações seguem em curso.
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