Tarifaço de Trump começa a valer neste sábado e pode favorecer exportações do Brasil

Com alíquota menor que a de outros países, Brasil ganha competitividade relativa; setor agroexportador é o principal beneficiado.

Entram em vigor neste sábado (5) as novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, medida anunciada pelo presidente Donald Trump e que afeta mais de 180 países e regiões, incluindo o Brasil, a China, o Japão, a Coreia do Sul e o bloco da União Europeia.

Conhecido como “tarifaço”, o pacote aplica uma alíquota de 10% sobre todas as importações brasileiras.

Brasil é menos afetado por tarifaço dos EUA e pode ampliar exportações. (Foto: REUTERS/Carlos Barria)
Brasil é menos afetado por tarifaço dos EUA e pode ampliar exportações. (Foto: REUTERS/Carlos Barria)

Mesmo diante da taxação, o Brasil pode sair em vantagem no novo cenário. Isso porque a tarifa imposta ao país é inferior às aplicadas a concorrentes diretos: 34% para a China, 25% para a Coreia do Sul, 24% para o Japão e 20% para a União Europeia.

Com isso, produtos brasileiros tendem a se tornar mais competitivos no mercado americano.

Setores brasileiros que podem se beneficiar

  1. Exportações com mais espaço nos EUA

    A alíquota menor sobre os produtos do Brasil cria um cenário de vantagem comparativa, especialmente para setores como o agronegócio, alimentos processados e mineração. Os produtos brasileiros podem se tornar mais atrativos para importadores americanos, que enfrentarão preços mais altos vindos de outros países.
  2. Redirecionamento do comércio global

    Com o agravamento das tensões entre os Estados Unidos e países como a China, é possível que haja mudança nas rotas de comércio, abrindo novas oportunidades para o Brasil ampliar suas exportações — não só para os EUA, mas também para mercados que deixem de comprar dos americanos em retaliação às tarifas.
  3. Potencial para atrair investimentos produtivos

    A necessidade de fornecedores alternativos e o reposicionamento de cadeias globais de suprimento podem colocar o Brasil como destino atrativo para investimentos em produção e exportação, especialmente em setores com alta demanda externa.

Tarifa sobre o Brasil é a menor entre os principais exportadores

Enquanto a tarifa brasileira ficou em 10%, as sobretaxas aplicadas por Trump a outros países foram mais duras. A lista inclui:

  • China: 34%
  • Coreia do Sul: 25%
  • Japão: 24%
  • União Europeia: 20%
  • Brasil: 10%

A medida foi apresentada pelo presidente dos EUA como uma forma de promover a “independência econômica americana”, incentivando o consumo de produtos nacionais e a redução do déficit comercial com parceiros externos.

Para o Brasil, esse novo cenário representa uma janela de oportunidade, que dependerá da capacidade de articulação comercial e diplomática para transformar a vantagem tarifária em ganhos concretos de mercado e atração de novos negócios.

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