Cesta básica cai pela 5ª semana e fica R$ 5,48 mais barata em Cuiabá
Levantamento do IPF-MT mostra que custo passou de R$ 841,76 para R$ 836,28; apesar do alívio semanal, cesta ainda está 4,50% mais cara que há um ano.
A cesta básica ficou R$ 5,48 mais barata em uma semana em Cuiabá e chegou ao valor médio de R$ 836,28 na segunda semana de agosto. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) aponta uma queda de 0,65% em relação à semana anterior, quando o conjunto de alimentos custava R$ 841,76.
A redução mantém uma sequência de cinco semanas de variação negativa no preço da cesta. O alívio no bolso, no entanto, ainda não é suficiente para levar o custo aos patamares de 2025. No mesmo período do ano passado, a cesta custava R$ 800,24, o que significa que o valor atual está 4,50% maior.
Entre os produtos pesquisados, o feijão foi o que apresentou a maior queda na semana, de 5,32%. O preço médio chegou a R$ 9,03 o quilo, movimento que, segundo a análise do IPF-MT, pode estar relacionado à maior oferta provocada pela boa produção da safra atual.

Mesmo com a redução, porém, o feijão continua pesando mais no orçamento do que há um ano: o produto está 48,18% mais caro na comparação com o mesmo período de 2025.
Café e açúcar aliviam preço
O café teve a segunda maior redução percentual da semana, de 3,24%, e passou a custar, em média, R$ 27,72 o pacote de 500 gramas. De acordo com o IPF-MT, as plantações estão no pico produtivo e a maior quantidade de grãos disponível pode ter contribuído para a queda. Em relação ao ano passado, o preço atual está 18,08% menor.
O açúcar também manteve a trajetória de baixa, com recuo de 1,13%, alcançando preço médio de R$ 1,58 o quilo. No comparativo anual, chama atenção a diferença: o produto está 53,24% mais barato que no mesmo período de 2025. Segundo o instituto, estoques elevados nas usinas e a estabilidade da produção dos canaviais podem favorecer preços menores para o escoamento do produto.
Banana, tomate e óleo de soja ficam mais caros
Na outra ponta da pesquisa, alguns alimentos registraram alta. A maior variação foi observada na banana, que subiu 0,74%, seguida pelo tomate, com avanço de 0,67%, e pelo óleo de soja, que ficou 0,30% mais caro.
Conforme a análise apresentada no boletim, a banana chegou a R$ 8,11 o quilo, com a alta associada à combinação entre problemas de qualidade provocados por questões climáticas e maior demanda. Já o tomate, vendido em média a R$ 6,51 o quilo, pode ter sofrido pressão da menor oferta provocada pelo fim da safra.
O óleo de soja, por sua vez, atingiu R$ 8,20 por 900 ml. Segundo o IPF-MT, a menor disponibilidade de soja no mercado pode elevar o custo da matéria-prima e, consequentemente, chegar ao consumidor por meio de preços maiores.
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