Cesta básica em Cuiabá já custa mais do que há um ano
Alta é puxada principalmente pelo aumento no preço do tomate e da batata; custo médio já passa de R$ 814 na capital.
O preço da cesta básica voltou a subir em Cuiabá e ficou mais caro do que no mesmo período do ano passado. Na quarta semana de janeiro, o conjunto de itens essenciais chegou ao valor médio de R$ 814,14, conforme levantamento divulgado pela Fecomércio-MT, por meio do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF).
O valor representa um aumento semanal de 1,14%, além de estar 2,07% acima do registrado no mesmo período de 2025, quando a cesta custava, em média, R$ 797,63. Na semana anterior, o preço médio era de R$ 804,98, o que indica uma retomada da pressão sobre o orçamento das famílias cuiabanas.

Entre os produtos que mais contribuíram para a alta está o tomate, que apresentou aumento de 18,03%, passando a custar cerca de R$ 8,40 o quilo. Em comparação com o ano passado, o preço do item está 39,62% mais alto.
Segundo a análise do IPF, fatores climáticos podem estar influenciando o encarecimento, já que o excesso de calor e chuvas afeta a qualidade e a oferta do produto, mesmo no início da safra.
Outro item que pesou no aumento foi a batata, que teve acréscimo de 12,16% na variação semanal, com preço médio de R$ 5,06 o quilo. No comparativo anual, o produto está 13,39% mais caro. A elevação é atribuída à baixa oferta em algumas lavouras, causada pelas condições climáticas, além da maior disponibilidade de batatas de melhor qualidade, que tendem a ter preço mais elevado.
O que mais cresceu no preço
Calor e chuvas podem ter afetado a oferta e a qualidade do produto, mesmo no início da safra.
A elevação é atribuída às condições climáticas e à maior presença de batatas de melhor qualidade, com preço mais alto.
A queda está ligada à boa oferta do grão e à menor demanda, no mercado interno e externo.
Apesar da alta geral, alguns produtos apresentaram queda no período. O óleo de soja, por exemplo, registrou redução de 5,09%, com valor médio de R$ 8,39 a embalagem de 900 ml, ficando 6,83% mais barato do que no mesmo período do ano passado. A diminuição está relacionada à boa oferta do grão e à menor demanda, tanto no mercado interno quanto externo.
Itens como carne bovina, leite, arroz, feijão e farinha de trigo também tiveram pequenas reduções de preço, mas não foram suficientes para compensar os aumentos registrados nos hortifrutis.
De acordo com a Fecomércio, mesmo após uma breve queda observada na semana anterior, a cesta básica voltou a se manter em um patamar elevado, acima de R$ 810.
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