Cesta básica fecha julho em queda, mas ainda custa R$ 843 em Cuiabá

Tomate, batata e feijão puxaram a redução registrada na última semana do mês; valor ainda está 4,72% acima do observado em 2025.

O preço médio da cesta básica caiu pela última semana de julho e encerrou o mês em R$ 843,11, em Cuiabá. O valor representa uma redução de 0,69% em relação à semana anterior, quando o conjunto de alimentos custava R$ 848,96.

Apesar do recuo, o orçamento das famílias ainda segue mais pressionado do que há um ano. O preço atual está 4,72% acima dos R$ 805,09 registrados no mesmo período de 2025, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

Cesta básica inicia 2026 em alta e supera R$ 800 em Cuiabá. - Foto: Ilustrativa/Canva
Cesta básica tem queda em Cuiabá, mas continua acima dos R$ 800. – Foto: Ilustrativa/Canva

Tomate registra maior queda

O tomate foi o produto que mais contribuiu para a redução da cesta, com queda de 11,10% na semana. O alimento passou a custar, em média, R$ 5,95 o quilo, valor 27,23% menor do que o observado no mesmo período do ano passado.

Segundo o IPF, o preço do tomate recuou pela sétima semana consecutiva. O aumento da produção durante a safra, combinado com a menor procura pelo produto, pode ter ampliado a oferta e provocado a queda.

A batata também ficou mais barata, com redução de 6,82% e preço médio de R$ 6,22 o quilo. Mesmo com a baixa semanal, o produto ainda custa 82,41% mais do que no mesmo período de 2025.

Já o feijão apresentou redução de 1,44%, chegando ao valor médio de R$ 9,50 o quilo. O avanço das colheitas nas principais regiões produtoras aumentou a disponibilidade do grão e ajudou a conter os preços. Ainda assim, o feijão está 56,19% mais caro na comparação anual.

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Enquanto preço do tomate cai, a banana fica mais cara. – Foto: reprodução

Leite e banana ficam mais caros

Enquanto alguns produtos apresentaram redução, outros pesaram mais no bolso. O leite teve a maior alta semanal, de 1,34%, e chegou ao preço médio de R$ 7,23 o litro. A banana subiu 1,24%, enquanto a farinha de trigo avançou 0,80%.

Também ficaram mais caros a carne bovina, o óleo de soja, a manteiga e o café. O pão francês não apresentou alteração de preço durante o período analisado.

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