CNI aumenta projeção do PIB em junho para 1,4%
Melhora da economia aumentou expectativa de crescimento
Com um cenário melhor no mercado de trabalho e o aumento da demanda do setor de serviços, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) aumentou a projeção de crescimento do Brasil neste ano. De acordo com o informe divulgado nesta sexta-feira (8), a expectativa é que o país tenha PIB (Produto Interno Bruto) de 1,4%.

A informação consta do Informe Conjuntural do 2º Trimestre. De acordo com a entidade, a estimativa passou de 0,9% em abril para 1,4% em julho.
Até o fim do ano passado, a CNI tinha projetado crescimento de 1,2%. Porém, com a guerra na Ucrânia e os lockdowns na China, a instituição reduziu a previsão para 0,9% há três meses.
Segundo a entidade, a recuperação do emprego formal desde 2020, com 97,5 milhões de pessoas ocupadas, ajudaram na projeção. Apesar da inflação elevada, o rendimento médio real também está crescendo.
Os dados analisados pela Confederação fizeram a entidade reduzir, de 12,9% para 10,8%, a expectativa da taxa média de desemprego em 2022. A previsão de crescimento da massa salarial real, quando é acima da inflação, subiu de 1,4% para 1,6% neste ano.
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O gerente executivo de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, diz que os dados do segundo trimestre, disponíveis até o momento, permitem esperar a continuidade do desempenho.
Segmentos específicos
A CNI também revisou para cima as projeções do PIB de alguns segmentos específicos da economia. Para os serviços, a previsão de crescimento aumentou de 1,2% para 1,8%.
Na indústria, a estimativa passou de queda de 0,2% para alta de 0,2% neste ano. Segundo a entidade, o setor industrial registrou altas moderadas na produção no primeiro trimestre, com maior dinamismo em indústrias ligadas ao processamento de commodities.
A agropecuária teve destaque negativo, com projeção que passou de crescimento de 1,3% para estabilidade (0%). Segundo a análise, a revisão para baixo decorre por causa de eventos climáticos adversos que prejudicaram a safra de soja no início do ano.
Inflação e juros
Estimativa de inflação, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 6,3% para 7,6% em 2022.
A nova projeção considera o barateamento de preços decorrente da redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo.
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