Cuiabá mantém o etanol mais barato entre as capitais do Brasil, aponta ANP

O preço médio do litro do combustível na capital mato-grossense é de R$ 3,73.

Cuiabá tem o etanol mais barato entre todas as capitais brasileiras, segundo o mais recente levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com a pesquisa, o preço médio do litro do combustível na capital mato-grossense é de R$ 3,73.

O valor registrado em Cuiabá é inferior ao de outras capitais tradicionalmente competitivas no mercado de combustíveis, como São Paulo e Belo Horizonte, que aparecem na segunda e terceira posições entre os menores preços médios do país.

Bicos de abastecimento em posto de combustível. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Cuiabá tem o etanol mais barato entre todas as capitais brasileiras. – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Já em relação à gasolina comum, o levantamento mostra que o preço médio do litro em Cuiabá é de R$ 6,72. Com esse valor, a capital de Mato Grosso ocupa a 17ª colocação no ranking nacional das capitais com a gasolina mais barata.

Belo Horizonte lidera a lista dos menores preços da gasolina comum, com média de R$ 6,05 por litro.

O levantamento da ANP considera os preços praticados pelos postos de combustíveis entre os dias 5 e 11 de julho, com base em pesquisas realizadas em diversas regiões do país.

Produção de etanol

O cenário de preços competitivos ao consumidor acompanha a expansão da produção de etanol em Mato Grosso. O estado deve ampliar em mais de 16% a fabricação do biocombustível na próxima safra, impulsionado principalmente pelo avanço do etanol de milho e pela entrada de novas usinas em operação.

Dados apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que a produção total deve passar de 7,27 milhões de metros cúbicos na safra atual para 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O principal responsável pelo crescimento continua sendo o etanol de milho. Na última safra, a produção do biocombustível alcançou 6,18 bilhões de litros, quase 10% acima do período anterior. Com duas novas usinas previstas para iniciar as atividades ainda neste ano, a expectativa é de uma expansão ainda maior da capacidade industrial.

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