Empresa de SP vai assumir obra de ampliação do HRMS por R$ 15,9 milhões
Leilão entre 5 empresas ocorreu na tarde desta quinta-feira, vencendo a que deu o menor lance
Por R$ 15,9 milhões, a Construcap CCPS Engenharia e Comércio arrematou o leilão de modernização e ampliação do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). O evento ocorreu no início da tarde desta quinta-feira (4), reunindo cinco empresas interessadas.

No leilão, foram apresentadas as propostas das organizações participantes da oferta pública. A diferença de valor nos lances dados foi de quase R$ 5 milhões. Veja abaixo as quantias oferecidas:
- Construcap CCPS Engenharia e Comércio – corretora Nova Futura – R$ 15.909.279,00;
- OPY Healthcare Gestão de Ativos e Investimentos – corretora Safra – R$ 17.550.000,00;
- Consórcio Zhem MS – Corretora Terra Investimentos – R$ 19.111.531,42;
- Consórcio Saúde MS – Corretora NEcton – R$ 19.784.616,30;
- Consórcio Sonda Saúde MS – corretora Planner – R$ 20.390.000,00;
Entre as propostas, a da Construcap apresentou um desconto de 22% sobre a contraprestação prevista pelo governo estadual. Após a escolha, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), ressaltou que esse projeto busca atender o público através da demanda de serviço e com o mesmo custo que existe atualmente, mas com maior qualidade.
“Eu acredito muito que esse modelo está quebrando um paradigma numa parceria público-privada de cunho social, que envolve construção, envolve tecnologia, envolve gestão de pessoas, envolve gestão de insumos de uma maneira geral, mas que vai entregar uma qualidade extremamente superior à existente hoje”, disse Riedel durante discurso.
A obra
O HRMS, em Campo Grande, deve passar por uma ampla reestruturação a partir da PPP, prevista para ser implementada em 2026.
A concorrência prevê a contratação de prestação de serviços não assistenciais. O objetivo da parceria é garantir maior eficiência na saúde pública, com oferta otimizada de bens e serviços essenciais e melhoria na qualidade do atendimento à população.

A empresa vencedora será responsável, durante 30 anos, pela administração dos chamados serviços não assistenciais, como recepção, vigilância, lavanderia, limpeza, jardinagem, nutrição, manutenção predial, engenharia clínica, logística, TI, transporte de pacientes, necrotério, energia, gases medicinais e fornecimento de insumos hospitalares.
Os serviços de saúde permanecerão sob responsabilidade do Estado, mantendo o HRMS como hospital público com atendimento 100% SUS.
A iniciativa privada também ficará encarregada das obras e investimentos para a construção de novos blocos, reforma das instalações existentes e aquisição de equipamentos médico-hospitalares, mobiliário clínico e instrumental cirúrgico.
As intervenções serão feitas em etapas e concluídas em 56 meses, sem interrupção dos serviços hospitalares.
O complexo passará a ter 71 mil m² de área construída, com dois novos blocos que ampliarão em 60% a capacidade de atendimento, totalizando 577 leitos de internação. O estacionamento também será ampliado e passará a oferecer 911 vagas.
O valor total do contrato é de R$ 5,6 bilhões, com vigência de 30 anos. Os investimentos em obras e equipamentos (CAPEX) somam R$ 966,8 milhões, sendo R$ 748,4 milhões para o investimento inicial e R$ 218,4 milhões para reinvestimentos ao longo do contrato, destinados à renovação tecnológica periódica.
Já os custos anuais de operação (OPEX) são estimados em R$ 154,4 milhões, valor que cobrirá todos os serviços não assistenciais pelas próximas três décadas.
O desempenho da concessionária será monitorado por indicadores de qualidade e satisfação, que influenciarão diretamente a contraprestação mensal.
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