Império da soja: conheça a fortuna de bilionários do agro de MT na Forbes
Blairo Maggi, Itamar Locks e Hugo Ribeiro somam mais de US$ 4 bilhões e refletem crescimento econômico impulsionado pelo agronegócio
A presença de Mato Grosso na lista global de bilionários divulgada pela revista Forbes nessa terça-feira (10), tem um ponto em comum: os três representantes do estado estão ligados ao mesmo grupo empresarial do agronegócio.
Os empresários Blairo Maggi, Itamar Locks e Hugo Ribeiro somam juntos mais de US$ 4 bilhões em patrimônio, segundo estimativas do ranking internacional. Todos têm relação com o grupo Amaggi, uma das maiores empresas brasileiras da cadeia global de grãos.

As histórias desses empresários se misturam com a própria transformação de Mato Grosso em potência agrícola. A expansão da soja nas décadas de 1980 e 1990 atraiu investimentos, ampliou áreas de cultivo e impulsionou a criação de grandes empresas do setor.
Foi nesse contexto que Blairo Maggi consolidou sua atuação no agronegócio. Engenheiro agrônomo, ele ajudou a expandir os negócios da família e transformar a Amaggi em uma gigante do setor, com operações que incluem produção agrícola, comercialização de grãos e logística de exportação.
Além da carreira empresarial, Maggi também ganhou projeção nacional na política. Ele foi governador de Mato Grosso, senador da República e ministro da Agricultura, cargos que ampliaram sua visibilidade no cenário nacional.
Na lista da Forbes de 2026, sua fortuna é estimada em US$ 1,4 bilhão.
Patrimônios construídos no mesmo grupo empresarial
O empresário Itamar Locks também aparece no ranking com patrimônio estimado em US$ 1,4 bilhão. Assim como Maggi, sua trajetória empresarial está ligada ao crescimento do Grupo Amaggi e à expansão das operações agrícolas em Mato Grosso.
Já Hugo Ribeiro completa a lista estadual com fortuna estimada em US$ 1,3 bilhão, igualmente associada ao agronegócio e às atividades do grupo.
O que a lista revela sobre a economia de MT
Mesmo com o aumento do número de brasileiros no ranking global de bilionários, Mato Grosso continua representado apenas por empresários ligados ao agronegócio.
O dado reforça um retrato da economia estadual: a riqueza bilionária local continua diretamente associada à produção de grãos e à força do agro, setor que transformou o estado em um dos maiores polos agrícolas do mundo.
O retrato econômico por trás das fortunas
Mesmo com o aumento do número de brasileiros no ranking global de bilionários, Mato Grosso continua representado exclusivamente por empresários ligados ao agronegócio, um reflexo direto da transformação econômica vivida pelo estado nas últimas décadas.
Dados do estudo Uma Análise Histórica Regional do Crescimento Econômico Real nos Estados Brasileiros, do projeto Brasil em Mapas com base em informações do IBGE, mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) mato-grossense cresceu 661% em termos reais entre 1995 e 2025, o maior avanço econômico do país no período. No mesmo intervalo, o crescimento nacional foi de 222%, o que significa que a economia estadual avançou quase três vezes mais que a média brasileira.
CRESCIMENTO REAL 1995–2025
Brasil +222%
661%
Mato Grosso
Centro-Oeste
486%
M. G. do Sul
Centro-Oeste
358%
Goiás
Centro-Oeste
127%
Distrito Federal
Centro-Oeste
594%
Tocantins
Norte
384%
Roraima
Norte
366%
Rondônia
Norte
342%
Pará
Norte
327%
Acre
Norte
257%
Amapá
Norte
208%
Amazonas
Norte
351%
Maranhão
Nordeste
335%
Piauí
Nordeste
298%
R. G. do Norte
Nordeste
272%
Alagoas
Nordeste
261%
Paraíba
Nordeste
230%
Pernambuco
Nordeste
226%
Ceará
Nordeste
212%
Bahia
Nordeste
206%
Sergipe
Nordeste
303%
Santa Catarina
Sul
227%
Paraná
Sul
151%
R. G. do Sul
Sul
208%
Minas Gerais
Sudeste
191%
Rio de Janeiro
Sudeste
188%
Espírito Santo
Sudeste
150%
São Paulo
Sudeste
661% MT
127% DF
53% do cresc.
O salto econômico acompanha a expansão do agronegócio, a modernização tecnológica no campo e a abertura de novas fronteiras agrícolas no Centro-Oeste, fatores que transformaram Mato Grosso de economia regional em protagonista nacional das exportações agrícolas.
Nesse cenário, a ascensão de fortunas bilionárias ligadas à produção de grãos deixa de ser apenas um dado de ranking e passa a representar um retrato da própria mudança no eixo econômico brasileiro, cada vez mais impulsionado pelo interior do país.
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