Inflação em Campo Grande chega a 11,26% em 12 meses, segundo IBGE

A inflação em Campo Grande acumula alta de 11,26% em 12 meses, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto divulgado nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A variação mensal ficou em 0,89%, 0,1 ponto percentual acima da taxa de julho (0,79%). No ano, o índice […]

A inflação em Campo Grande acumula alta de 11,26% em 12 meses, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto divulgado nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A variação mensal ficou em 0,89%, 0,1 ponto percentual acima da taxa de julho (0,79%). No ano, o índice acumula alta de 6,34%

Dinheiro - Real - nota de 100 reais (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

De acordo com o IBGE, transportes foi o grupo que mais impactou na inflação da capital sul-mato-grossense. Os outros sete que tiveram alta de preços em agosto foram: alimentação e bebidas, saúde e cuidados pessoais, vestuário, educação, despesas pessoais e comunicação. Habitação foi o único grupo que teve contribuição negativa.

tabela ipca cg ago2021

Transportes

A maior alta dentre os subitens de Transportes ocorreu com óleo diesel. No entanto, conforme o IBGE, a maior influência para cima foi feita pelo subitem gasolina. Os combustíveis registraram aumento de 1,08%, valor que só não foi maior porque o etanol teve queda.

Passagens aéreas tiveram a maior queda do grupo em agosto e neste ano. Porém, acumulam alta de 31,29% nos últimos 12 meses.

Alimentação e bebidas

Batata-inglesa, tomate, pão francês, frutas, frango inteiro e óleo de soja são os itens que contribuíram para a alta no grupo alimentação e bebidas. No lado das quedas, destacam-se a cebola e o arroz.

A alimentação fora do domicílio desacelerou em relação a julho, principalmente por conta da refeição, cujo preço havia subido 0,21% no mês anterior.

Habitação

O resultado do grupo habitação foi influenciado pela queda da energia elétrica (-2,19%), que havia acelerado no mês anterior. Destaca-se também a alta da taxa de água e esgoto (1,04%), amaciante e alvejante (3,06%) e sabão em pó (2,76%). As maiores baixas vieram dos subitens mudança (-3,22%) e sabão em barra (-2,39%).

Artigos de residência e Vestuário

Os maiores aumentos do grupo artigos de residência foram registrados no item eletrodomésticos e equipamentos, com influência de ventilador (5,80%) e refrigerador (5,76%). Não houve quedas no grupo.

O grupo de vestuário também teve aumento de 2,3%. O subitem calça comprida feminina apresentou maior aumento do grupo, seguido de bermuda/short masculino e sapato masculino. No lado das quedas, apenas o sapato feminino.

Outros grupos

O grupo saúde e cuidados pessoais teve leve aumento no período, influenciados pela alta no item produtos farmacêuticos (4,35%). Alta, também, nos itens serviços médicos e dentários (1,22%) e nos serviços laboratoriais e hospitalares (0,31%). Os únicos itens com queda foram produtos óticos (-1,20%) e higiene pessoal (-0,69%).

Despesas pessoais continuaram em alta no mês de agosto, com influência de alimento para animais
(2,98%), serviço de higiene para animais (2,74%) e hospedagem (2,34%). No lado das quedas, os destaques foram pacote turístico (-2,61%) e bicicleta (-1,59%).

Resultado do grupo educação é fruto direto dos subitens: ensino superior (3,493%), caderno (2,19%) e artigos de papelaria (2,11%). No lado das quedas, o subitem autoescola (-0,48%) apresentou maior variação negativa para o grupo em agosto.

Com variação de 6,39% em agosto, os serviços de streaming contribuíram para o aumento no grupo comunicação.

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