Mato Grosso registra queda em domicílios atendidos pelo Bolsa Família
Dados do IBGE mostram que 12,2% dos lares mato-grossenses tinham algum beneficiário do programa em 2025; estado também registrou rendimento médio acima do país.
Mato Grosso possui menos domicílios com beneficiários do Bolsa Família do que a média nacional, ficando com a marca de 12,2% dos domicílios com algum beneficiário do programa. Em 2024 o percentual era de 13,4% de domicílios em que algum morador recebia este tipo de rendimento.
As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta sexta-feira (8), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD-C), com dados dos rendimentos de todos os trabalhos e outras fontes não oriundas do trabalho dos moradores no país.

Segundo a pesquisa, a série histórica mostra que a proporção de domicílios mato-grossenses com algum beneficiário do Programa Bolsa Família era de 12,7% em 2012, reduzindo-se para 11,6% em 2019.
Com o início da pandemia de COVID-19, em 2020, parte dos beneficiários do Bolsa Família passaram a
receber o Auxílio Emergencial, criado na pandemia.
Conforme o IBGE, este fator explica o aumento brusco da proporção de domicílios com recebedores de outros programas sociais de 1%, em 2019, para 19,4%, em 2020.
MT acima da média nacional em rendimento médio mensal
A pesquisa avalia que o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos é calculado para as pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência da pesquisa.
Já o rendimento de outras fontes é composto pelo recebimento de programas sociais do governo, como Bolsa Família, aposentadoria, aluguel e arrendamento, seguro-desemprego ou seguro-defeso, pensão alimentícia, doação e mesada de não morador, bolsas de estudos, direitos autorais, exploração de patentes, etc.
O rendimento médio mensal real de todas as fontes em Mato Grosso no ano de 2025 foi de R$ 3.473, tendo um aumento em relação a 2024, quando o rendimento médio mensal de todas as fontes da população do estado era de R$ 3.403.
Além disso, segundo a pesquisa, Mato Grosso mantém-se acima da média nacional, que ficou em R$ 3.367.
Comparado com todos os estados da federação, Mato Grosso possui o 9º maior rendimento mensal médio, ficando atrás do Distrito Federal (R$ 6.492), de São Paulo (R$ 4.106), do Rio de Janeiro (R$ 4.039), de Santa Catarina (R$ 3.900), Paraná (3.852), e Rio Grande do Sul (3.836).
Analisando a região Centro-Oeste, Mato Grosso ocupa a última posição, diferente de 2024 no qual ficou atrás somente do Distrito Federal.
Cresce índice de população ocupada
Entre 2024 e 2025, em todo o país, a população residente ocupada com rendimento cresceu 0,9%, passando de 140,4 milhões para 143 milhões de pessoas. Já Mato Grosso cresceu 0,2%, de 2,49 milhões em 2024 para 2,54 milhões de pessoas ocupadas em 2025.
Em relação à distribuição da população ocupada com rendimento por gênero, a PNAD-C apontou 56,8% de homens e 43,2% de mulheres no país. Em Mato Grosso, essa proporção era de 58,8% de homens e 41,2% de mulheres.
Esta diferença, segundo o IBGE, vem diminuindo ao longo da série histórica, que em 2012, na primeira divulgação da pesquisa, a população masculina atingira o patamar de 63,0% da população ocupada.
Ao analisar o rendimento da população ocupada por cor ou raça, ocupadas na semana de referência com rendimento, em 2025, a pesquisa apontou que, em Mato Grosso, 30,7% eram brancos, 12,8% pretos e 55,7% pardos.
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