MP investiga boicote a comércios de MS por divergência política

De acordo com o órgão, tudo está sendo avaliado, caso a caso; representantes do setor se pronunciaram e condenaram atitude

Além de bloqueios em rodovias, o resultado das Eleições 2022, no último domingo (2), provocou uma série de outras manifestações pelo país, o que inclui o boicote a comércios onde os donos seriam apoiadores do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

Lista publicada em uma rede social traz informações de comércios que seriam favoráveis ao presidente eleito, Lula (Foto: Redes sociais)
Lista publicada em uma rede social traz informações de comércios que seriam favoráveis ao presidente eleito, Lula (Foto: Redes sociais)

Porém, a divulgação em massa nas redes sociais, por parte de grupos opositores, pode ganhar uma proporção maior e resultar em penalidades para quem encabeça o movimento.  

Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o Ministério Público afirma estar analisando caso a caso, após listas de comércios “petistas” começarem a circular em modo “boicote”.  

Na lista com comércios de Campo Grande, há empresas do ramo de cosméticos, alimentação, vestuário, pesca e até de ecoturismo. Além da capital, a situação foi registrada também em Corumbá, Dourados, São Gabriel do Oeste, entre outras cidades.  

No Pantanal, ao menos 28 comércios foram listados.  

Como vai ficar? 

O Promotor de Justiça do Núcleo Eleitoral, Moisés Casarotto, confirmou o recebimento de ofício enviado por parte de alguns municípios do estado, comunicando a circulação dessas listas. Conforme o MPMS, as providências e medidas necessárias devem ser adotadas.  

A ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) informou estar ciente da circulação da lista, mas alegou não saber como e onde a informação começou a ser divulgada. Além disso, afirmou que considera que a atitude gera prejuízo ao setor empresarial e, por isso, repudia esse tipo de retaliação ou qualquer outra forma de boicote motivado por questões políticas. 

A Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul e também a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande se pronunciaram sobre o assunto, ainda no dia 1º, e condenaram a medida. (Assista aos vídeos abaixos).

Inês Conceição, presidente da FCDL
Adelaido Vila, presidente da CDL

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