MS registra recorde de aberturas de empresas, mas instabilidade cresce

Entre janeiro e julho foram abertas 9.190 empresas, um aumento de 19,25% em relação ao mesmo período de 2024

O cenário empresarial de Mato Grosso do Sul registrou recorde de aberturas no primeiro semestre de 2025.

Conforme o levantamento da Jucems (Junta Comercial de MS), divulgado pela Semadesc, entre janeiro e julho foram abertas 9.190 empresas, um aumento de 19,25% em relação ao mesmo período de 2024, quando o total foi de 7.706 registros.

região central de campo grande
Setor empresarial em Mato Grosso do Sul teve recorde em abertura de empresas | (Divulgação, PMCG)

Apesar do crescimento, o número de fechamentos também subiu. De acordo com os dados, foram 6.978 empresas encerradas em 2025, contra 4.586 em 2024, uma alta de 52,15%. Com isso, o saldo entre aberturas e baixas caiu 29,1% em comparação ao ano passado.

O relatório da junta comercial também chama atenção para a rotatividade empresarial, que é a relação entre empresas que fecharam e as que abriram.

Entre janeiro e agosto, esse índice passou de 59,5% em 2024 para 75,9% em 2025, sinalizando maior instabilidade no ambiente de negócios.

Melhor desempenho histórico

Mesmo diante desse cenário, os quatro primeiros meses de 2025 registraram o melhor desempenho histórico de aberturas de empresas na série da Jucems, que acompanha dados desde o ano 2000.

Somente em agosto de 2025, Mato Grosso do Sul registrou 1.074 novas empresas, acima dos 913 registros de 2024 e 942 em 2023. O número de fechamentos também cresceu: foram 679 em 2025, contra 548 em 2024 e 470 em 2023.

O levantamento de julho mostrou que a capital concentra a maior fatia de novos negócios. Campo Grande respondeu por 40,69% das aberturas (437 empresas), seguida por:

  • Dourados: 137 (12,76%)
  • Três Lagoas: 48 (4,47%)
  • Naviraí: 44 (4,1%)
  • Nova Andradina: 26 (2,42%)

No total, foram 1.074 aberturas em julho no estado.

Setores mais aquecidos

O setor de serviços lidera as aberturas de empresas em 2025, respondendo por 76,9% dos registros até julho. O comércio vem em seguida, com 20,9%, e a indústria aparece com 3,5%.

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