A inteligência artificial não rouba empregos, diz superintendente do IEL
No podcast Negócios de Primeira, apresentado por Gustavo de Oliveira, Fernanda Campos explica como a inteligência artificial, o domínio de idiomas e o aprendizado contínuo estão moldando as novas carreiras em Mato Grosso
A inteligência artificial chegou para ficar, mas, segundo Fernanda Campos, superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), ela não vai roubar empregos, e sim destacar quem sabe usá-la com propósito. No novo episódio do podcast Negócios de Primeira, apresentado por Gustavo de Oliveira, Fernanda analisa o futuro do trabalho e afirma que o segredo do sucesso será aprender a fazer boas perguntas à IA.

“A inteligência artificial vai mudar o jeito como trabalhamos, mas não vai roubar o lugar de ninguém. Quem faz as perguntas para a IA ainda são as pessoas”, afirmou.
Para ela, a tecnologia deve ser vista como uma ferramenta de apoio, algo que acelera resultados, mas não substitui a mente humana. “Tem coisa que é para robô fazer e tem coisa que é para humano fazer. A IA vem para melhorar a produtividade e liberar tempo para o que realmente exige sensibilidade e criatividade”, explicou.
Veja trecho no vídeo abaixo:
O dilema entre CLT e CNPJ
Outro tema em destaque na conversa foi a mudança de mentalidade do brasileiro em relação ao trabalho formal. Fernanda destacou que, após a pandemia, muita gente passou a “fazer conta” sobre custos, flexibilidade e propósito, e isso tem levado cada vez mais profissionais a empreender.
“As pessoas começaram a entender o quanto pagam para estar na CLT. Muitos ainda buscam a estabilidade, mas há uma tendência forte de buscar autonomia e qualidade de vida. O empreendedorismo vem ganhando espaço por isso”, disse.
Ela observa que o fenômeno não é exclusividade de Mato Grosso, mas o estado se destaca por seu dinamismo e pelas oportunidades abertas em diversos setores produtivos. “O mato-grossense tem uma garra natural para identificar oportunidades. Mesmo quem está na CLT muitas vezes empreende em paralelo até consolidar o próprio negócio.”
Idiomas e tecnologia: o novo básico
Durante o episódio, Fernanda reforçou que a formação profissional mudou de patamar e que falar outro idioma já não é um diferencial, e sim uma necessidade.
Ela contou que até mecânicos e operadores industriais têm precisado compreender comandos em inglês ou espanhol para lidar com softwares de diagnóstico e automação.
“O idioma deixou de ser uma exigência apenas da alta gestão. Hoje, qualquer profissional precisa de repertório para lidar com tecnologia, porque o manual impresso praticamente desapareceu”, observou.
Além da linguagem técnica, a superintendente destacou a importância das chamadas soft skills, como comunicação, empatia e capacidade de adaptação, que continuam no centro das contratações.
Carreira é jogo infinito
Fernanda também apresentou uma visão inspiradora sobre o desenvolvimento profissional. Para ela, a carreira não tem linha de chegada.
“Graduação, pós, especializações, cursos curtos, tudo isso são camadas de aprendizado que precisam se somar ao longo da vida”, afirmou.
O IEL, segundo ela, atua justamente para acompanhar o profissional em todas as fases, do estágio à alta gestão. “Nosso negócio é o desenvolvimento de pessoas e empresas. Ajudamos desde o jovem que busca o primeiro estágio até o executivo que precisa se atualizar em um curso internacional.”
O perfil do novo profissional
Ao longo da conversa, Fernanda destacou que o novo mercado valoriza menos os títulos e mais a curiosidade, a capacidade de adaptação e a inteligência emocional.
“Estamos diante de uma geração que não quer apenas um bom salário, mas também propósito, equilíbrio e espaço para crescer”, resumiu.
Para ela, a mensagem é simples e poderosa: quem parar de aprender, para de jogar. “A carreira é um jogo infinito. Cada nova fase exige atualização, resiliência e coragem de se reinventar.”
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