Jair Perin projeta os impactos da Reforma Tributária para as empresas – Negócios de Primeira

Jair Perin detalhou como as falhas clássicas de gestão financeira podem custar a sobrevivência de negócios de todos os portes

No cenário empresarial moderno, a contabilidade deixou há muito tempo de ser apenas um setor burocrático responsável por calcular impostos. Hoje, ela se consolidou como o coração estratégico da tomada de decisões.

Em entrevista exclusiva ao podcast Negócios de Primeira, apresentado pelo empresário e investidor Ricardo Nantes, o renomado contador Jair Perin — fundador da Perin Assessoria Contábil, com quase 30 anos de atuação e mais de 500 empresas sob sua responsabilidade — detalhou como a iminente Reforma Tributária e as falhas clássicas de gestão financeira podem custar a sobrevivência de negócios de todos os portes

jairperim
Jair Perin é o entrevistado do podcast Negócios de Primeira

Na entrevista, o especialista enfatiza que a contabilidade moderna deixou de ser um mero “guardar de livros” burocrático e se consolidou como uma ferramenta de inteligência estratégica indispensável para a sobrevivência das empresas. Diante de uma das maiores mudanças econômicas da história do país, Perim detalha o cronograma da Reforma Tributária, os impactos diretos no fluxo de caixa do varejo e os novos desafios de governança para empresários de todos os portes.

Os bastidores da transição

O ano marca o início de uma transição profunda com a substituição de tributos complexos pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Para os negócios que desejam atravessar a transição sem sobressaltos, Jair Perin aponta três pilares indispensáveis:

  1. Gestão Rigorosa de Caixa: A liquidez será crucial para enfrentar o impacto imediato do split payment no capital de giro.
  2. Tecnologia e Saneamento de Cadastro: As empresas precisarão investir em sistemas de software modernos e estruturar minuciosamente o cadastro de produtos (especialmente códigos NCM), pois qualquer erro no destaque do imposto impedirá o cliente de tomar crédito.
  3. Controle de Estoque e Precificação Científica: Parar de precificar por “massa” ou estimativa (markup intuitivo) e passar a calcular o impacto real de perdas de estoque e custos tributários no custo da mercadoria vendida (CMV).

Segundo Perim, com o fim programado dos benefícios fiscais estaduais até 2032, a competitividade das empresas deixará de ser fiscal e passará a depender da eficiência em logística, frete, negociação de compras e controle financeiro.

FALE COM O PRIMEIRA PÁGINA

Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso do Sul, mande uma mensagem pelo WhatsApp. Curta o nosso Facebook e nos siga no Instagram.