Salário mínimo tinha que ser de R$ 6.389,72, aponta Dieese

Em agosto de 2022, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.298,91, ou 5,20 vezes o valor vigente na época, que era R$ 1.212,00

Em agosto de 2023, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de 4 pessoas deveria ter sido de R$ 6.389,72 ou 4,84 vezes o mínimo de R$ 1.320,00, é o que aponta a histórica pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Salário deveria ser de R$ 6.389,72 ou 4,84 vezes o mínimo de R$ 1.320,00. (Foto: PhotoMIX-Company/Pixabay)
Salário deveria ser de R$ 6.389,72 ou 4,84 vezes o mínimo de R$ 1.320,00. (Foto: PhotoMIX-Company/Pixabay)

Em julho, o valor necessário era de R$ 6.528,93 e correspondeu a 4,95 vezes o piso mínimo. Em agosto de 2022, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.298,91, ou 5,20 vezes o valor vigente na época, que era R$ 1.212,00.

A pesquisa é feita levando em conta o valor do conjunto dos alimentos básicos vendidos nas capitais.

Segundo a pesquisa, o valor da cesta básica diminuiu em 16 das 17 capitais onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre julho e agosto de 2023, as quedas mais importantes ocorreram em Natal (-5,29%), Salvador (-3,39%), Fortaleza (-2,85%), João Pessoa (-2,79%) e São Paulo (-2,79%). A variação positiva foi observada em Brasília (0,35%).

Porto Alegre foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 760,59), seguida de São Paulo (R$ 748,47), Florianópolis (R$ 743,94) e Rio de Janeiro (R$ 722,78). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 542,67), João Pessoa (R$ 565,07), Salvador (R$ 575,81) e Recife (R$ 580,72).

A comparação dos valores da cesta, entre agosto de 2022 e agosto de 2023, mostrou que 9 capitais tiveram redução do preço médio, com variações que oscilaram entre -5,24%, em Vitória, e -0,08%, em Curitiba. Outras 8 cidades apresentaram elevação, com destaque para os percentuais de Fortaleza (2,50%), Porto Alegre (1,67%) e Belo Horizonte (1,23%).

Nos 8 meses de 2023, o custo da cesta básica diminuiu em 12 cidades, com taxas mais expressivas em Vitória (-9,32%), Goiânia (-8,96%), Belo Horizonte (-7,22%) e Campo Grande (-7,06%). Os maiores percentuais foram registrados em Aracaju (4,15%) e Recife (2,77%).

Com base na cesta mais cara, que, em agosto, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

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