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Política de Primeira – MT

Mato Grosso: nos bastidores do poder. A notícia de forma leve e descontraída.

Por Francisca Medeiros

Tarifaço dos EUA: Fávaro diz que quem perde é o povo norte-americano

Carlos Fávaro destacou que o Brasil abriu 435 novos mercados e, por isso, conseguiu manter vendas mesmo após o tarifaço imposto pelo governo norte-americano

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou em entrevista ao podcast Política de Primeira, do portal Primeira Página, que a sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não atingiu o agro nacional da forma esperada. Para ele, o impacto recai diretamente sobre os consumidores norte-americanos, que passaram a pagar mais caro por alimentos.

“Continuamos vendendo a mesma carne, só que 50% mais cara. Quem perde é o povo norte-americano”, disse o ministro.

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Carlos Fávaro foi entrevistado no podcast Política de Primeira – Foto: Wesllen Ortiz/TVCA

Segundo Fávaro, a estratégia de diversificação de mercados foi fundamental para reduzir a dependência do Brasil em relação aos Estados Unidos e à China. Desde o início do governo Lula, foram 435 novos mercados abertos para produtos agropecuários, incluindo carnes, frutas, pulses, gergelim e DDG. Esse portfólio mais amplo deu segurança ao país para enfrentar medidas protecionistas.

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Suco de laranja foi retirado da lista de taxados – Foto: Ilustração

Ele explicou que alguns setores chegaram a ser fortemente afetados, como o suco de laranja, mas que a pressão do mercado acabou revertendo parte do tarifaço. “Logo perceberam que não tinham alternativa de abastecimento e retiraram o suco da lista. Em outros casos, seguimos negociando, mas a verdade é que o consumidor americano é quem paga a conta”, destacou.

Fávaro também elogiou a postura diplomática do presidente Lula, que publicou recentemente um artigo no New York Times reforçando a soberania brasileira e a disposição para o diálogo. “É preciso sentar à mesa e negociar, mas há coisas que não são negociáveis, como a independência do Judiciário brasileiro”, afirmou.

O ministro avalia que a crise pode levar os Estados Unidos a rever a medida, já que o aumento de preços não interessa à própria população. “São mais de 200 anos de relações comerciais sólidas. Esse tarifaço é meramente político, mas não vai se sustentar”, disse.

Assista abaixo à íntegra do podcast:

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