Taxa básica de juros cai para 14,5% ao ano após decisão do Banco Central
Copom cortou juros, mesmo com a guerra no Oriente Médio
Em meio as tensões da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela segunda vez seguida. De forma unanime, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano.

O movimento já era aguardado pelo mercado financeiro. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom, que informou em nota, que está monitorando a guerra e os efeitos de um possível prolongamento da inflação.
“Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados”, destacou o comunicado.
Principal instrumento do Banco Central, a Selic mantém a inflação oficial sob controle, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Principal instrumento do Banco Central, a Selic mantém a inflação oficial sob controle, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A redução da taxa Selic impulsiona a economia, porque com os juros menor, o crédito fica mais barato e estimula a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação.
Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.
*Com informações da Agência Brasil
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