Aluna da UFMS leva ovada durante protesto em Campo Grande
Estudantes de várias instituições federais em Mato Grosso do Sul protestaram contra os cortes do Ministério da Educação no Centro de Campo Grande
Uma estudante do curso de jornalismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) foi atacada com ovos durante um protesto contra cortes de verbas que eram pra ser destinadas à educação. O caso ocorreu na região Central de Campo Grande, nesta quinta-feira (8). Amanda Ferreira, de 22 anos, prestou queixa pela agressão.

Ela e outros manifestantes caminhavam com cartazes, quando sentiu uma pressão no ombro. A princípio, achou que se tratava de um empurrão, mas depois sentiu cheiro de ovo subir.
“Estávamos acompanhados por policiais e pelo Corpo de Bombeiros. Estava protestando com o meu cartaz. Do nada senti uma pancada. Fiquei sem reação. Estava exercendo meu direito de manifestação. Estava protestando por algo coletivo. Parece que minha luta estava sendo invalidada”, relatou a acadêmica.
Logo após o fato, Amanda se limpou com a ajuda dos amigos que a acompanham. Ela contou ainda que não sabe quem ou de qual direção o ovo partiu.
Um hematoma surgiu no ombro da garota minutos depois.
“Fiquei bem revoltada. Fiquei com raiva, parecia que a luta que estava fazendo ali era indiferente. Estava ali pelo coletivo, não estava por uma luta individual”, lembrou.

Cortes de verbas para a educação
A manutenção de serviços das instituições de ensinos federais estão comprometidos em todo o país com os bloqueios de cortes e verbas por parte do Governo Federal.
Em MS, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e o IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) divulgaram que sofrem com os impactos diretos, que afetam os alunos.
A UFMS divulgou que o atual bloqueio vai afetar diretamente mais de 4 mil alunos. Em face da suspensão do repasse financeiro, bolsas e auxílios de apoio aos estudantes com com deficiência, de permanência, de moradia, de alimentação e de creche, além das bolsas de iniciação científica, PET, PIBITI, Pesquisa, Apoio à Docência e Pró-estágio não serão quitados.
Esse último bloqueio no IFMS foi de R$ 3,5 milhões. Segundo a nota da instituição, representa quase 10%do orçamento discricionário. No orçamento anual, foram cortados R$ 6,4 milhões, o que representa mais de 15% do montante anual.
Por meio de nota, a UFGD informou que o bloqueio mais recente é de R$ 8.593.177,31. O corte afeta o funcionamento da instituição, prestação de serviços terceirizados e até mesmo a realização do vestibular de 2023.
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Recursos liberados parcialmente
O ministro da Educação, Victor Godoy, anunciou a liberação de R$ 460 milhões para despesas da pasta nesta quinta-feira (8).
A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) informou que o MEC (Ministério da Educação) liberou R$ 50 milhões para o pagamento das bolsas dos programas destinados à formação de professores para a educação básica. A fundação ainda precisa de R$ 150 milhões para o pagamento das bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado no país.
No entanto, R$ 900 milhões ainda estão bloqueados, e a situação e universidades, institutos e programas ligados ao Ministério da Educação continuam graves.
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