Aluna é expulsa de universidade federal por debochar de colega PCD em Rondonópolis
Cinco meses após a repercussão do vídeo nas redes sociais, a Universidade Federal de Rondonópolis concluiu o processo administrativo e desligou a estudante do curso.
A Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) anunciou o desligamento de uma estudante do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental após a conclusão de um processo administrativo instaurado para apurar um caso de capacitismo que ganhou repercussão no início deste ano. A aluna havia publicado um vídeo nas redes sociais em que debochava de uma colega com deficiência, fazendo comentários ofensivos sobre sua traqueostomia.

A decisão foi divulgada pela instituição nesta segunda-feira (10), cerca de cinco meses após a circulação do vídeo, que provocou indignação nas redes sociais e motivou a abertura de um procedimento interno para investigar a conduta da estudante.
Em nota oficial, a UFR informou que o processo foi conduzido em conformidade com as normas institucionais, assegurando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Ao fim da apuração, foi aplicada a penalidade administrativa de desligamento da discente do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental.
Relembre o caso
O episódio ocorreu em março, quando a estudante publicou um vídeo em um perfil no Instagram afirmando que queria “desabafar”, mas passou a ridicularizar uma colega de sala. Na gravação, a jovem fez comentários sobre a traqueostomia da colega, comparando o som emitido durante a fala ao de uma “panela de pressão”.
As declarações repercutiram rapidamente nas redes sociais e foram classificadas por internautas como capacitistas. O caso também gerou manifestações de repúdio e pedidos de providências por parte da universidade.
Na época, a UFR informou que havia instaurado um procedimento administrativo para apurar os fatos e avaliar a eventual responsabilidade disciplinar da estudante.
Veja o vídeo:
Universidade reforça combate ao preconceito
Na nova manifestação, a instituição reafirmou seu compromisso com os direitos humanos, a inclusão, a acessibilidade, a diversidade e a convivência ética no ambiente acadêmico.
Segundo a universidade, não há espaço para práticas de preconceito, discriminação, violência ou capacitismo dentro da instituição. A UFR ressaltou ainda que seguirá investindo em ações educativas e preventivas voltadas à construção de uma comunidade acadêmica mais inclusiva e respeitosa.
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