Após uniformes no lixo, livros são jogados em terreno baldio em Cuiabá
Um morador que passava pelo local gravou um vídeo mostrando a situação e enviou ao telejornal MT1 da TV Centro América
Livros didáticos utilizados em sala de aula pela Rede Estadual de Educação, foram encontrados nesta quinta-feira (7) jogados em um terreno localizado aos fundos de um condomínio na Morada do Ouro em Cuiabá. O local é próximo da Escola Estadual Professora Eliane Digigov Santana, a mesma em que estudantes descartaram diversos uniformes.
Um morador que passava pelo local gravou um vídeo mostrando a situação e enviou ao telejornal MT1 da TV Centro América.
O Primeira Página entrou em contato com a escola mas até a publicação desta reportagem não obtivemos retorno.
No vídeo, o morador critica o descaso com o descarte dos materiais escolares.
Em nota, a Seduc-MT (Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso) informou que parte dos livros mostrados no vídeo não são utilizados pela rede e não fazem parte do material fornecido pelo Sistema Estruturado de Ensino.
A secretaria esclareceu ainda que as escolas da Rede Estadual de Ensino não realizaram descarte de livros ou qualquer material didático de anos anteriores.
Ainda de acordo com a nota, os livros didáticos utilizados na rede pública estadual são entregues pelo fornecedor diretamente às escolas que os repassam aos estudantes, sem a necessidade de que os devolvam.

Uniformes no lixo
No fim do mês de fevereiro, um morador do bairro Bela Vista, na capital, registrou diversos uniformes que fazem parte do conjunto de materiais escolares entregues pelo Governo do Estado, jogados no lixo nas ruas próximas da Escola Estadual Professora Eliane Digigov Santana.
Diante da repercussão do vídeo, uma portaria publicada no dia 29 de fevereiro pela Seduc-MT (Secretaria de Estado de Educação) tornou obrigatório o uso da vestimenta nas dependências escolares.
Segundo a secretaria, o objetivo é garantir igualdade de acesso e contribuir para um ambiente escolar mais organizado, inclusivo e seguro.
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Comentários (2)
Já não bastava o prefeito em exercício tirar valores dos servidores,e não os dele,e agora só livros não são usados neste ano,mas foram usados no ano passado,e o nosso dinheiro jogado fora de novo,como dizia o Boris casoy:UMA VERGONHA
Esses livros não são os utilizados pela SEDUC. Mas perguntem aos gestores da pasta para onde foram os livros que estão “armazenados” na ex Escola Estadual Nádia de Oliveira, perguntem porque estão aprovando os alunos de forma automática, perguntem porque o contrato com a FGV foi aditivado para 600 milhões de reais?? Colocar o dedo na ferida os meios de comunicação não fazem.