Veja o cardápio das creches criticado por Abilio e que inclui galinhada, Maria Isabel e estrogonofe
Prefeito de Cuiabá fez críticas em vídeo nas redes sociais e questionou refeições servidas às crianças; cardápio oficial inclui frutas, arroz, feijão, carnes e pratos típicos regionais.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL) criticou nas redes sociais o cardápio servido nas creches e escolas municipais da capital. Em um vídeo divulgado na internet, o gestor afirmou que o café da manhã oferecido às crianças estaria “sem graça” e sugeriu que os alunos poderiam não se interessar pelas refeições.
A declaração chamou a atenção do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que abriu investigação para apurar a conduta do prefeito. Segundo o órgão, o conteúdo publicado pode relativizar políticas públicas que buscam reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados nas escolas e incentivar hábitos alimentares mais saudáveis entre crianças e adolescentes.
Durante a gravação, Abilio afirmou que as crianças podem acabar não consumindo a merenda oferecida nas unidades escolares.
“Ela não come nada com açúcar aqui, mas na casa dela ela come. O que vai acontecer é a gente desperdiçar comida, porque a gente faz, ela não come, os professores também não comem”, disse o prefeito no vídeo.

Veja o cardápio das creches
O cardápio das creches municipais é elaborado de forma semanal e inclui refeições distribuídas entre café da manhã, almoço, lanche e jantar. Entre os pratos estão galinhada, Maria Isabel, strogonoff de carne, macarrão à bolonhesa, arroz com feijão, frutas, sucos naturais e preparações com legumes.
Também aparecem no planejamento alimentar itens como risoto de frango, vaca atolada, carne suína ao molho, frango com abóbora, sopas com legumes, crepioca e vitaminas de frutas com aveia.
Além das refeições principais, o cardápio prevê frutas como banana, melancia e laranja, além de sucos naturais de goiaba, manga e acerola.
🍽️ Cardápio das creches municipais – 2026
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Sexta-feira
Cardápio segue orientação nutricional
Programas de alimentação escolar no Brasil são baseados nas diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que recomenda a oferta de refeições equilibradas, com prioridade para alimentos naturais e redução de produtos ultraprocessados.
Segundo especialistas em nutrição infantil, a alimentação escolar deve incluir frutas, verduras, cereais, leguminosas e fontes de proteína, garantindo variedade e valor nutricional para o desenvolvimento das crianças.
Outro programa anunciado pela prefeitura
Em meio à discussão sobre alimentação e saúde, a Prefeitura de Cuiabá também anunciou outra iniciativa voltada à área: a distribuição gratuita do medicamento Mounjaro, usado no tratamento da obesidade.
A proposta foi apresentada em agosto de 2025 e prevê um investimento inicial de R$ 1,5 milhão, por meio de emenda parlamentar da vereadora Michelly Alencar.
Segundo a prefeitura, o projeto deverá atender inicialmente cerca de 100 pacientes e incluir acompanhamento multidisciplinar com médicos, nutricionistas e educadores físicos, além de incentivo à prática de atividades físicas e reeducação alimentar.
Em nota, o Conselho Regional de Nutrição afirmou que manifestou preocupação com as declarações do prefeito de Cuiabá (MT), sobre a composição nutricional da alimentação servida nas unidades de ensino municipal. Ao classificar como “sem graça” a alimentação e defender publicamente o uso indiscriminado de açúcar nas receitas, sem qualquer embasamento científico, o prefeito presta um desserviço à saúde pública.
“É fundamental reforçar que a alimentação escolar não é pautada por escolhas arbitrárias. Ressaltamos que os nutricionistas são os profissionais legalmente habilitados e responsáveis pela elaboração dos cardápios escolares, garantindo refeições saudáveis, equilibradas e adequadas às necessidades dos estudantes. Tais normas visam combater o crescimento da obesidade infantil e prevenir doenças crônicas precoces, como o diabetes tipo 2 e a hipertensão arterial. A utilização excessiva de açúcar contribui para a ampliação desse cenário”, declarou.
Em outro momento, afirmam que o trabalho dos nutricionistas é garantir que o ambiente escolar seja um espaço de proteção e promoção da saúde, reforçando a necessidade de cardápios escolares planejados, com responsabilidade técnica.
“É inadmissível que o conhecimento técnico-científico dos nutricionistas seja submetido a julgamentos pautados em opiniões subjetivas, alheias às evidências científicas e às legislações vigentes. A gestão pública exige responsabilidade e respeito aos servidores e à sociedade. A alimentação escolar é pautada pela ciência da Nutrição, é cuidado e é lei, e não pode ser objeto de desdém”.
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