Apps de corrida e entrega terão que mostrar quanto vai para motoristas e entregadores
Pacote de medidas anunciado pelo governo inclui transparência nos preços, criação de pontos de apoio e proposta de aumento no valor mínimo das corridas.
O governo federal anunciou nesta terça-feira (24) um conjunto de medidas para melhorar as condições de trabalho de motoristas e entregadores que atuam em aplicativos de transporte e delivery, como os de corrida e entrega de comida.
As ações foram definidas após reuniões com representantes da categoria no Grupo Técnico de Trabalho (GTT) Interministerial dos Entregadores por Aplicativos. Entenda sobre as novas medidas abaixo:
Novas regras para apps de corrida e entrega
Governo anuncia medidas para melhorar ganhos e condições de motoristas e entregadores
? Mais transparência
Apps terão que mostrar quanto o cliente paga, quanto fica com a plataforma e quanto vai para o trabalhador.
⏱ Prazo de adaptação
Empresas terão até 30 dias para se ajustar às novas regras após publicação oficial.
? Pontos de apoio
Serão criados até 100 espaços com banheiro, água, descanso e internet em cidades com mais trabalhadores.
? Novo comitê
Grupo do governo vai acompanhar ações e manter diálogo com motoristas e entregadores.
? Saúde e segurança
Categoria será incluída em sistemas de saúde para registrar acidentes e melhorar a prevenção.
? Mais dados
Trabalhadores passam a integrar pesquisas nacionais para mapear condições de vida e trabalho.
? Aumento sugerido
Valor mínimo por corrida pode subir de R$ 7,50 para R$ 10, com aumento por quilômetro.
? Fim de entregas agrupadas
Proposta prevê acabar com corridas múltiplas sem repasse justo ao entregador.
Transparência no valor das corridas e entregas
Uma das principais mudanças é a obrigatoriedade de transparência nos preços. As plataformas terão que informar ao cliente quanto do valor pago fica com o aplicativo e quanto é repassado ao motorista ou entregador. Hoje, essa divisão não é mostrada.
A regra será criada por meio de uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Além dos consumidores, os próprios trabalhadores e os estabelecimentos parceiros, como restaurantes, também terão acesso a essas informações. As empresas terão 30 dias para se adaptar.
Segundo o governo, a ideia é tornar o processo mais claro, para que todos entendam como o valor de cada corrida ou entrega é calculado e dividido.
Pontos de apoio com estrutura básica
Outra medida é a criação de pontos de apoio para esses profissionais. Os locais terão estrutura básica, como banheiro, água, vestiário, espaço para descanso, alimentação e acesso à internet.
A previsão é instalar até 100 unidades em cidades com maior número de motoristas e entregadores. A iniciativa será feita por meio de uma parceria entre a Secretaria-Geral da Presidência da República e a Fundação Banco do Brasil.
Comitê vai acompanhar ações
Também foi criado um comitê interministerial que vai acompanhar e colocar em prática ações voltadas à categoria. O grupo será coordenado pela Secretaria-Geral, junto com o Ministério do Trabalho e Emprego, e contará ainda com participação dos ministérios da Previdência, da Saúde e da Justiça.
A proposta é manter um canal permanente de diálogo com os trabalhadores e monitorar políticas públicas voltadas ao setor.
Na área da saúde, o governo quer melhorar o registro de acidentes e doenças envolvendo esses trabalhadores. Para isso, será incluída a categoria “trabalhador de plataforma digital” no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que reúne dados do setor.
Os motoristas e entregadores também devem passar a fazer parte da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada com o IBGE, o que permitirá acompanhar melhor as condições de vida dessa categoria.
Além disso, o governo prevê ações específicas para esses profissionais dentro da campanha “Abril Verde”, voltada à prevenção de acidentes e doenças no trabalho.
Propostas para aumentar a remuneração

O relatório com todas as propostas será enviado ao Congresso Nacional e também traz sugestões para melhorar a remuneração dos entregadores.
Entre elas, está o aumento do valor mínimo pago por corrida ou entrega, que passaria de R$ 7,50 para R$ 10. Depois dos primeiros quatro quilômetros, o valor adicional por quilômetro subiria de R$ 1,50 para R$ 2,50.
Outra proposta é o fim das chamadas entregas agrupadas, quando mais de um pedido é feito no mesmo trajeto, mas o trabalhador não recebe o valor total pago pelos clientes.
As medidas ainda serão analisadas pelo Congresso, mas fazem parte de um esforço do governo para melhorar as condições de trabalho e dar mais transparência ao funcionamento dos aplicativos de corrida e entrega.
Leia mais
Mais lidas - 1 Concurso público na área fiscal tem salário acima R$ 20 mil
- 2 Semed convoca aprovados em seletivo para assistente educacional inclusivo
- 3 Motorista, vigia, jardineiro: prefeitura abre seletivo com inscrições gratuitas e sem prova
- 4 Processo seletivo sem provas tem inscrições abertas até a próxima semana em MS; confira
- 5 Prova online e sem taxa: IFMT faz seletivo para professores com salário de R$ 8 mil
- 1 Concurso público na área fiscal tem salário acima R$ 20 mil
- 2 Semed convoca aprovados em seletivo para assistente educacional inclusivo
- 3 Motorista, vigia, jardineiro: prefeitura abre seletivo com inscrições gratuitas e sem prova
- 4 Processo seletivo sem provas tem inscrições abertas até a próxima semana em MS; confira
- 5 Prova online e sem taxa: IFMT faz seletivo para professores com salário de R$ 8 mil