Brasileiros entram no mercado de trabalho cada vez mais jovens, diz IBGE
Mato Grosso tem a menor taxa de desocupação do país, segundo o estudo do IBGE.
Brasil vive um cenário de queda acentuada na taxa de desocupação, que atingiu 5,6% em 2025, o menor percentual da série iniciada em 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No entanto, essa melhora no mercado de trabalho coexiste com um dado que reflete as desigualdades sociais do país: os brasileiros estão entrando no mercado de trabalho cada vez mais cedo.

Um estudo recente aponta que 60% dos brasileiros começaram a trabalhar antes dos 18 anos, segundo o Observatório Fundação Itaú.
A pesquisa de percepções sobre as desigualdades no Brasil, identificou que 6 em cada 10 brasileiros começaram a trabalhar antes dos 18 anos. Essas proporções são maiores entre pessoas negras (75%), indígenas (74%) e com ensino fundamental incompleto (67%). E mais de um terço (33%) do total começou a trabalhar por volta dos 14 anos.
Queda da desocupação nos últimos 5 anos
Os dados da PNAD Contínua mostram uma diminuição da taxa de desocupação nos últimos cinco anos, que havia sido fortemente impactada pela pandemia.
Taxa de Desocupação
(Brasil)
| Ano | Taxa |
|---|---|
| 2020 | 14,9% |
| 2021 | 12,7% |
| 2022 | 8,7% |
| 2023 | 7,7% |
| 2024 | 6,4% |
| 2025 | 5,6% |
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
O ilustrador Fabricio Almeida, de 25 anos, é um exemplo dessa realidade. Ele começou a trabalhar formalmente aos 14 anos para ajudar a renda da família.
“Morava no sítio, e sempre tive que ajudar meus pais desde cedo, mas pegar mais pesado mesmo foi aos 14 quando comecei a trabalhar com meu pai [na produção agrícola]. Às vezes também trabalhava por fora, capinando ou roçando o sítio de outras pessoas,” contou Fabricio.
A necessidade de complementar a renda familiar, especialmente em famílias de baixa renda, acaba empurrando os jovens para o mercado de trabalho, muitas vezes em empregos informais, o que pode limitar a qualificação e a ascensão social.
Cenário mato-grossense
Mato Grosso tem a menor taxa de desocupação entre jovens do Brasil, de acordo com dados do 4° trimestre de 2024 levantados pelo IBGE, e se destaca pela baixa informalidade e alta participação da juventude no mercado de trabalho.
Entre os 934 mil jovens no estado, 41,9% (391 mil) estão empregados formalmente, 22,6% (212 mil) atuam na informalidade, 32,8% (306 mil) estão fora da força de trabalho e apenas 2,7% (25 mil) estão desocupados, sendo o menor índice do país.

Entre os setores que tiveram o aumento de trabalhadores, estão:
- Agricultura
- Pecuária
- Produção florestal
- Pesca
- Aquicultura
Perfil da Juventude em MT
| Gênero | |
|---|---|
| Mulheres | 52% |
| Homens | 48% |
| Escolaridade | |
| Ensino médio completo | 44% |
| Faixa etária | |
| 14 a 17 anos | 22,3% |
| 18 a 24 anos | 40,3% |
| 25 a 29 anos | 37,4% |
Fonte: Levantamento sobre Juventude em Mato Grosso
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