MT precisará qualificar 210 mil trabalhadores até 2027, aponta Fiemt; veja as áreas

Projeção inclui a formação de 31 mil novos profissionais e a atualização de 179 mil trabalhadores que já estão no mercado.

Mato Grosso terá demanda de qualificação profissional para 210 mil pessoas entre 2026 e 2027. O número não representa a abertura de 210 mil vagas: a projeção inclui 31 mil novos profissionais e 179 mil trabalhadores que já estão empregados, mas precisarão atualizar seus conhecimentos.

Os dados são do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A estimativa supera o atual contingente de 203,5 mil trabalhadores formais ligados à indústria no estado.

A maior necessidade será na área de Logística e Transporte, com 57 mil profissionais. Na sequência aparecem Agropecuária, com 24 mil; Construção, com 21 mil; Manutenção e Reparação, com 20 mil; e Alimentos e Bebidas, com 18 mil.

Entre as áreas com maior demanda por profissionais está a agropecuária, com 36 mil. (Foto: Reprodução/ Senai)
Agropecuária é o segundo setor com maior demanda por profissionais. – Foto: Reprodução/ Senai

Áreas com maior demanda de qualificação

Confira os setores que concentram as maiores projeções para 2026 e 2027:

Logística e Transporte: 57 mil profissionais;
Agropecuária: 24 mil;
Construção: 21 mil;
Manutenção e Reparação: 20 mil;
Alimentos e Bebidas: 18 mil.

A projeção leva em consideração a necessidade de preparar novos trabalhadores, substituir profissionais que deixam o mercado e atualizar as competências de quem já exerce alguma atividade.

Segundo o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai MT), as mudanças tecnológicas, a adoção de novos equipamentos e as transformações nos processos produtivos exigem formação contínua. O desafio, conforme a instituição, é alinhar os cursos às necessidades das empresas e às mudanças das ocupações.

Elena Paiva, gerente de Transformação Digital e Inovação Educacional do Senai MT. – Vídeo: assessoria

Maioria já está no mercado

Dos 210 mil trabalhadores que precisarão de qualificação, cerca de 85% já estão empregados. São 179 mil pessoas que deverão passar por treinamento ou aperfeiçoamento para acompanhar as mudanças nas funções que exercem.

Os outros 31 mil correspondem à demanda por novos profissionais. Isso também não significa que todas essas vagas estejam abertas atualmente, pois o levantamento apresenta uma projeção para o período de dois anos.

O Mapa do Trabalho Industrial é utilizado pelo Senai para planejar a oferta de cursos. A metodologia considera projeções de emprego formal, reposição de trabalhadores e necessidade de atualização daqueles que já estão no mercado.

Justiça condena logística por jornada exaustiva de motoristas. (Foto: Edemir Rodrigues/EPE)
Logística é um dos setores com maior demanda profissional. – Foto: Edemir Rodrigues/EPE

Indústria representa 15% do PIB de MT

O Anuário da Indústria de Mato Grosso, produzido pelo Observatório da Indústria do Sistema Fiemt, aponta que o setor responde por 15% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e emprega formalmente 203,5 mil pessoas.

A indústria de transformação representa 57% da atividade industrial de Mato Grosso, enquanto a construção responde por 26%. A região intermediária de Cuiabá concentra 42% dos empregos industriais do estado.

Em junho, a produção industrial mato-grossense cresceu 1,6% na comparação com maio, conforme a Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, a produção nacional recuou 1,8%.

Para o Sistema Fiemt, a expansão e a diversificação das atividades aumentam a necessidade de trabalhadores preparados. Além da formação de novos profissionais, o cenário exige atualização de quem já está empregado para lidar com tecnologias, equipamentos e processos que passam por mudanças.

Leonardo Zardo, coordenador do Observatório da Indústria de Mato Grosso. – Vídeo: assessoria

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