Árbitra assistente é a 1ª mulher de MT a ser escalada para Série A
Fernanda Kruger é árbitra assistente da FMF (Federação Mato-Grossense de Futebol) desde 2015 e nesta quinta-feira (27) ela será a primeira mulher do estado a atuar na arbitragem de um jogo da Série A do Campeonato Brasileiro. A estreia da profissional, de 31 anos, na elite nacional será no duelo entre Atlético-MG e Juventude, pela 34ª rodada e ela contou ao Primeira Página sobre a realização desse sonho.

(Foto: Reprodução/ Globo Esporte)
“Já tenho vários jogos no Brasileirão mas estreia na série A é o sonho de todos que estão no meio por ser a série de maior expressão. Para mim, é a realização de um sonho, que no início parecia ‘sonhar alto’, mas que agora se tornou realidade”, celebra Fernanda.
Kruger integra o quadro da CBF desde 2017. Natural de Terra Nova do Norte, a 648 km de Cuiabá, a assistente já trabalhou em outras competições de destaque nacional, como Copa do Brasil, Séries B, C e D do Brasileiro, Copa Verde, Aspirantes e na segunda e terceira divisão do campeonato nacional feminino.
Ela contou que sempre gostou de futebol e começou a trabalhar na área após o incentivo de amigos.
“Sempre joguei futebol, então, já tinha uma certa afinidade com o esporte. Comecei na época da faculdade quando morava em Sorriso. Cheguei a fazer um curso de arbitragem, mas não dei continuidade. Quando cheguei em Cuiabá em 2012, trabalhava com uns colegas que já eram árbitros e eles acabaram me incentivando a fazer outro curso e dar continuidade na profissão, porém só comecei o curso em 2014”, explica.

(Foto: Reprodução)
Na partida de hoje, que será disputada a partir das 18h30 (de MT) no Mineirão, Fernanda vai trabalhar juntamente com o árbitro Sávio Pereira Sampaio e o assistente Daniel Henrique de Andrade, ambos do Distrito Federal.
O jogo será disputado pelo Atlético-MG, que está na briga pela vaga direta na Libertadores de 2023, em 7º lugar na tabela, com 48 pontos e pelo Juventude, que é o último colocado da tabela com 21 pontos.
Deixando um conselho para outras mulheres que sonham em trabalhar na área, a profissional destaca que o mais importante é não desistir.
“Persistência é a palavra. É uma profissão de altos e baixos, algumas vezes a escala não vem e precisamos manter o foco e os treinos pra não perder oportunidades”, conclui.
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