Do arco e flecha ao futebol, Jogos Indígenas de MS acontecem no domingo

O Parque Sóter em Campo Grande terá um domingo (30) inteiramente dedicado à cultura e ao talento dos atletas indígenas de Mato Grosso do Sul. A 16ª edição dos Jogos Indígenas Urbanos, neste ano, reunirá 21 equipes. Serão disputadas as modalidades de arco e flecha masculino, lança masculino, atletismo, corrida masc. e fem., cabo de guerra masc. fem., futebol society masculino, futsal feminino e voleibol 4×4 masc. fem.

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Cabo de guerra em edição anterior dos jogos. (Foto: Canal Aberto)

Representante do Jardim Anache o veterano Edno Aquino Anastácio pretende conquistar mais títulos nessa rodada.

“Vou disputar as modalidades do futebol, arco e flecha. Estou bem ansioso, temos um time amador e vamos participar dos Jogos Indígenas para manter a forma. Em edições anteriores, fomos três vezes campeões e uma vez em 3° lugar. Também já fiquei em segundo lugar em lança e duas vezes campeão de Cabo de guerra pelo Monte Castelo”, lembra o atleta.

Somente poderão participar indígenas, e fica proibida as participações de atletas de outros municípios. Cada atleta poderá participar do cabo de guerra, de uma modalidade individual e uma coletiva. nas modalidades de futebol de campo, futsal, cabo de guerra, arco e flecha, atletismo e voleibol, somente podem participar atletas com idade acima de 15 anos.

Rafael Mota, da etnia Terena também vai disputar duas modalidades: futebol e lança. O atleta indígena também almeja levar títulos para sua comunidade, como também marcar a participação de seu time na 16ª edição dos Jogos Indígenas Urbanos.

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“Estamos com boas expectativas de vencermos a competição, tanto em modalidades de grupo, quanto nas individuais. Estamos nos preparando há algum tempo para esse torneio em todas as categorias. Nosso time é de muita tradição nas disputas, desde o primeiro Jogos Indígenas”, comenta o terena.

Durante o evento, os indígenas Kadiwéus vão apresentar a dança “Betione”, que em seu idioma significa a dança do Tamanduá, um rito do qual os homens passam de casa em casa com um chapéu ou laço nas mãos. O chapéu representa o pedido de alimentação, que pode ser ofertado qualquer tipo de alimento; já o laço representa um pedido de uma novilha para carnear e assim, fazer churrasco para as comunidades. A outra dança será a do “Nodajo”, que representa a volta dos indígenas que fizeram a busca de terras ancestrais. O pajé dá início a apresentação e os indígenas utilizam na dança, o arco e flecha com vestimentas caracterizadas especificamente para esse ritual.

As 21 equipes são compostas pelas comunidades indígenas: Kadwéu, Água Bonita, Darci Ribeiro, Parawá, Marçal de Souza, Estrela do Amanhã, Novo Dia, Água Funda Upê Noty, Peyo Kaxe, Jardim Inapólis, Tarsila do Amaral, Vivendas Parque, Nova Canaã, Portal Caiobá, Ceramista, Roda Velha, Novo Dia, Vila Terena, Noroeste, jardim Anache, Acadêmicos indígenas. A realização dos jogos está sendo organizada pela Funesp, por meio da GOE (Gerência de Organização de Eventos) e em parceria com a SDHU (Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos).

Não perca

A 16ª edição dos Jogos Urbanos Indígenas de Campo Grande acontece no domingo (30), a partir das 8h no Parque do Sóter – Rua Cristóvão Lechuga Luengo, 25 – bairro Vila Margarida.

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