Rua de Cuiabá homenageia criador da Copa do Mundo e guarda história pouco conhecida
Nome de Jules Rimet está em uma via da capital e relembra o dirigente que idealizou o maior torneio de futebol do planeta.
A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, uma rua de Cuiabá chama a atenção por carregar o nome de um dos personagens mais importantes da história do futebol. Localizada na capital mato-grossense, a Rua Jules Rimet homenageia o dirigente francês responsável por idealizar e criar o maior torneio esportivo do planeta.
Embora a Copa do Mundo ocupe um lugar especial no coração dos brasileiros, poucas pessoas conhecem a trajetória de Jules Rimet. Nascido na França, em 1873, ele cresceu influenciado por valores de igualdade e união. Em 1897, fundou o Red Star Sporting Club, em Paris, um clube que reunia pessoas de diferentes classes sociais, algo considerado inovador para a época.

Anos depois, Rimet assumiu a presidência da Federação Francesa de Futebol e, em 1921, chegou ao comando da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Durante mais de três décadas à frente da entidade, ampliou o número de países filiados e trabalhou para concretizar o sonho de criar uma competição mundial entre seleções.
Após anos de negociações, a primeira Copa do Mundo foi realizada em 1930, no Uruguai. O torneio marcou o início de uma tradição que, atualmente, mobiliza bilhões de pessoas em todo o mundo e se tornou o principal evento do futebol internacional.
O legado de Jules Rimet também ficou eternizado no troféu da competição. Criada pelo escultor francês Abel Lafleur, a taça representava a deusa grega da vitória e, em 1946, passou a ser chamada oficialmente de Taça Jules Rimet.
Uma das regras estabelecidas pelo dirigente determinava que a seleção que conquistasse três títulos mundiais ficaria definitivamente com o troféu. O Brasil alcançou esse feito em 1970, após as conquistas de 1958, 1962 e 1970, tornando-se o proprietário definitivo da taça.
A trajetória do troféu, porém, teve um desfecho inesperado. Em 1983, a Taça Jules Rimet foi roubada da sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. O objeto nunca foi recuperado e, segundo as investigações da época, acabou sendo derretido.
Entre lembranças do tricampeonato, curiosidades históricas e a expectativa por mais uma Copa do Mundo, a Rua Jules Rimet mantém viva em Cuiabá a memória de um dos homens que mais influenciaram a história do futebol mundial.
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