Camisa de Pampa usada no ouro olímpico do vôlei é relíquia de amigo de MS

Ex-jogador do Copagaz lembra da promessa de Pampa caso ganhasse a medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992

A morte do campeão olímpico de vôlei André Felippe Falbo Ferreira, o Pampa, reaviva boas lembranças em Mato Grosso do Sul. Além de ter integrado a equipe Cogapaz, que marcou época no vôlei brasileiro, o pernambucano deixou amigos e uma relíquia fruto de promessa: a camisa 12 do Brasil que ele usou na conquista da medalha de ouro das Olimpíadas de Barcelona, em 1992.

Camisa de Pampa usada no ouro olímpico da seleção brasileira de vôlei em 1992 (Foto: Fernando da Mata)
Frente da camisa de Pampa usada no ouro olímpico da seleção brasileira de vôlei em 1992 (Foto: Fernando da Mata)
Camisa de Pampa usada no ouro olímpico da seleção brasileira de vôlei em 1992 (Foto: Fernando da Mata)
Costas da camisa de Pampa usada no ouro olímpico da seleção brasileira de vôlei em 1992 (Foto: Fernando da Mata)

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Quem guarda a lembrança em Campo Grande é o ex-jogador Edvaldo de Oliveira, o Tigresa. (assista ao vídeo abaixo)

Tigresa fala sobre camisa 12 do Brasil que Pampa usou na conquista da medalha de ouro do vôlei nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992

“Essa promessa foi que, quando nos jogamos aqui no Copagaz, daqui foi para o Mundial no Japão. Ele voltou e depois foi convocado novamente. E eu brincava com ele: eu quero ver se você vai ser campeão olímpico, ganhar aqui é fácil, eu quero ver se você vai ganhar lá na frente. E ele disse: se eu ganhar lá na frente eu vou trazer minha camiseta pra você. Graças a Deus acabou acontecendo. Ele não esqueceu porque tinha prometido pra mim e ele me trouxe a camiseta que está guardada até hoje. É uma grande lembrança de um grande jogador.”

Tigresa, ex-jogador do Copagaz
Pampa com a geração de ouro da seleção brasileira de vôlei (Foto: Arquivo/TV Globo)
Pampa com a geração de ouro da seleção brasileira de vôlei (Foto: Arquivo/TV Globo)

Com a geração de ouro da Seleção Brasileira, Pampa usou o mesmo número 12 que usou na equipe Copagaz. Além da medalha dourada em Barcelona 1992, primeiro título olímpico do vôlei brasileiro, Pampa conquistou a Liga Mundial de 1993 e foi prata nos Jogos Pan-Americanos de 1991 com a seleção brasileira.

Pampa com a geração de ouro da seleção brasileira de vôlei (Foto: Arquivo/TV Globo)
Pampa com a geração de ouro da seleção brasileira de vôlei (Foto: Arquivo/TV Globo)

Aos 59 anos, Pampa tratava um câncer do sistema linfático e faleceu na sexta-feira (8), em São Paulo, em decorrência de complicações causadas pela reação à quimioterapia. O ídolo do vôlei deixa esposa e duas filhas.

Haverá dois velórios em Pernambuco, estado natal de Pampa: o primeiro, aberto ao público, neste sábado (8), das 19h às 22h, no colégio Salesiano, em Recife; o segundo, apenas para a família, das 8h às 11h no domingo (9), no Memorial dos Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, onde ele será sepultado.

“Dividir a quadra, dividir a casa, dividir o almoço, dividirmos qualquer coisa com ele era alegria. Era um cara que tinha muita força, muita energia, uma energia positiva fantástica. Era muito bom sempre estar ao lado dele.”

Tigresa, ex-jogador do Copagaz
Pampa com a geração de ouro da seleção brasileira de vôlei (Foto: Arquivo/TV Globo)
Pampa com a geração de ouro da seleção brasileira de vôlei (Foto: Arquivo/TV Globo)