Apenas 38% das casas de MT têm acesso à rede de esgoto

Apesar de energia chegar a praticamente todos os domicílios, saneamento básico ainda é um dos principais desafios no estado.

O acesso à rede de esgoto ainda está longe de ser realidade para a maioria dos moradores de Mato Grosso. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que apenas 38% dos domicílios do estado estão ligados à rede geral de esgotamento sanitário.

Na prática, isso significa que mais da metade das casas depende de soluções alternativas, muitas vezes precárias, para lidar com o esgoto, o que impacta diretamente a saúde pública e a qualidade de vida da população.

Foto: Rogério Florentino
Esgoto a céu aberto. (Foto: Rogério Florentino)

De acordo com o levantamento, uma parcela significativa dos domicílios utiliza sistemas individuais:

  • 34,6% usam fossa séptica não ligada à rede
  • 7,4% utilizam fossa séptica conectada à rede
  • Cerca de 20% adotam outros métodos, considerados menos adequados

O dado chama atenção principalmente porque o acesso à rede de esgoto está concentrado nas áreas urbanas, deixando regiões rurais ainda mais vulneráveis.

Contraste com energia e água

Enquanto o saneamento básico avança lentamente, outros serviços apresentam cobertura quase total. Segundo o IBGE, 100% dos domicílios em Mato Grosso têm acesso à energia elétrica, seja pela rede geral ou fontes alternativas.

Já o abastecimento de água pela rede geral chega a 84,2% das casas, número bem acima do índice de esgotamento sanitário.

A diferença evidencia um cenário de desigualdade na infraestrutura básica: serviços essenciais avançam em ritmos distintos, com o esgoto ainda ficando para trás.

Impactos no dia a dia

A falta de coleta e tratamento adequados de esgoto pode trazer consequências diretas, como aumento de doenças relacionadas à água contaminada, poluição de rios e lençóis freáticos e piora das condições sanitárias em áreas urbanas e rurais

Especialistas apontam que o avanço do saneamento é fundamental para reduzir desigualdades e melhorar indicadores de saúde.

O desafio se torna ainda maior diante do crescimento da população no estado. Mato Grosso chegou a 3,84 milhões de habitantes em 2025, aumento significativo em relação aos anos anteriores.

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