BRT terá 23 pontos de embarque no corredor CPA–Várzea Grande; veja o mapa
Estruturas serão construídas ao longo do corredor que liga a Avenida do CPA à Avenida da FEB e terão funções de integração, embarque, desembarque e controle operacional.
As obras de construção dos terminais e estações que devem abrigar passageiros que aguardam pelos ônibus no corredor de transporte público integrado Bus Rapid Transport (BRT) estão em fase de construção entre a Avenida Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá, e a Avenida da FEB, Várzea Grande (MT).

Ao todo, são 3 terminais e 23 estações que serão construídos entre avenidas e áreas estratégicas das duas cidades pela empresa Lotufo – Engenharia e Construções Ltda. Das 23 estações, 16 ficam em Cuiabá e 7 em Várzea Grande. Já entre os terminais, 2 ficarão na capital e um na cidade industrial.
Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), até o momento as obras do BRT já custaram R$ 247 milhões aos cofres públicos, sendo que destes, R$ 12 milhões já foram destinados para as estações de ônibus, enquanto o restante nas obras de infraestrutura como um todo.
🚍 Terminais entre as duas cidades
Os terminais de ônibus são áreas amplas onde as linhas de transporte coletivo iniciam ou encerram viagens. Servem para organizar o fluxo de passageiros e permitir a troca de linhas sem pagar nova tarifa.
De acordo como termo de referência elaborado pela Sinfra em julho de 2025, a execução dos Terminais BRT e Centro de Controle Operacional (CCO) são divididas em três partes: o chamado tramo 1 em Várzea Grande e os tramos 1 e 2 em Cuiabá.
Conforme a Sinfra, estas três estruturas devem custar juntas, ao todo R$ 130.761.769,23, com prazo inicial de 240 dias para conclusão. Os terminais contarão com plataformas de embarque e desembarque, área de operação, pátio de recarga e estrutura para atendimento aos passageiros, como banheiros.
Entre edificação e área urbana, o Terminal Várzea Grande, terá área total de 11.068,30 metros quadrados e custará R$ 48.971.788,79. Ele ficará conectado espacialmente ao lado do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, no prolongamento da Avenida João Ponce de Arruda, em Várzea Grande.

Já o Terminal CPA terá área total de 26.407,59 metros quadrados ao custo previsto de R$ 49.685.858,96. Ele ficará localizado entre a Avenida Historiador Rubens de Mendonça e a Avenida Osasco, em Cuiabá.

Já o Terminal Porto + CCO, também em Cuiabá, terá área total de 5.954,08 metros quadrados e previsão de custo de R$ 32.104.121,48 para sua execução. Ele ficará localizado na Avenida XV de Novembro, em Cuiabá. Ele terá estacionamento, reservatório de água e subestação.
O projeto foi ajustado para abrigar as funções de controle operacional de todo o sistema BRT passando a configurar o Centro de Controle Operacional – CCO.

🚏 Estações de ônibus
Já as estações, mais conhecidas como ponto de ônibus ou “abrigos”, são os locais nas ruas onde os ônibus param e as pessoas usam esse lugar para subir ou descer do veículo.
Os embarques e desembarques ocorrem de forma rápida e não há estrutura mais robusta para permanência mais prolongada dos usuários.
Trata-se de uma cobertura com teto e bancos para proteger da chuva e do sol.

As 23 estações do BRT, das quais 16 ficarão em Cuiabá, estarão nos seguintes pontos:
- Hospital do Câncer
- Rubens de Mendonça
- Praça das Bandeiras
- Centro Político
- Terra Nova
- Bosque da Saúde
- Miguel Sutil
- Parque Cidade Verde
- Mato Grosso
- Morro da Luz
- Bispo Dom José
- Dom Bosco
- Caetano Santana
- XV de Novembro
- Senador Metelo
- Dom Aquino

Já em Várzea Grande estarão em 7 pontos:
- Júlio Muller
- Abelardo Azevedo
- Cristo Rei
- FEB
- Manga
- Couto Magalhães
- Aeroporto
🚌 Paralisações, retomada e urgência da obra
No projeto a Sinfra chega a mencionar a rescisão anterior do contrato com o consórcio anteriormente responsável pelas obras do sistema BRT. A medida é justificada pela pasta por descumprimento contratual e do cronograma de execução.
De acordo com a pasta, a obra foi paralisada após falhas consideradas graves na execução. O consórcio contratado, segundo a justificativa, não teria cumprido os prazos estabelecidos nem executado os serviços conforme o esperado, deixando obras consideradas mal-acabadas e com qualidade insatisfatória.

“A paralisação agravou o cenário do trânsito em Cuiabá e Várzea Grande, provocando transtornos à população, como congestionamentos diários e impactos na qualidade de vida dos moradores”, diz um dos trechos do documento.
A secretaria aponta que a retomada dos trabalhos é considerada urgente devido à importância do BRT para a mobilidade urbana das duas cidades e necessária para ampliar o transporte público e a redução dos congestionamentos, principalmente em áreas críticas.
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