Especialista defende reconstrução das vias de Campo Grande e secretário explica tapa-buracos

Qualidade do asfalto em Campo Grande foi um dos assuntos mais comentados durante o fórum "De Olho no Trânsito", realizado pela TV Morena

A qualidade do asfalto em Campo Grande foi um dos assuntos mais comentados durante o fórum “De Olho no Trânsito”, realizado pela TV Morena. Obras de tapa-buracos, recapeamento e pavimentações devem seguir regras nacionais para dar mais durabilidade à pavimentação.

Buracos em via Campo Grande. (Foto: Sérgio Saturnino)
Buracos em via Campo Grande. (Foto: Sérgio Saturnino)

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Telespectadores que participaram da enquete sobre o trânsito da capital demonstraram preocupação com os buracos nas ruas e avenidas da cidade, relatando casos em que buracos foram tapados várias vezes, e que voltam a ser abertos com frequência, causando acidentes.

Durante o Fórum, o especialista em infraestrutura de transportes, Marcus do Nascimento Rachid, afirmou que grande parte do asfalto da capital exige reconstrução, e não apenas tapa-buracos.

“Se pegarmos a questão técnica, não é mais questão de remendo, na maior parte da cidade.
Quando a gente remenda, a gente tá indo contra a normatização técnica. a situação de hoje é de reconstrução do pavimento, não é mais de remendo, quando a gente fala “buraco”, buraco é pequenininho. é 15 cm, isso é buraco.
O que a gente tem hoje na cidade não é buraco, praticamente nós não temos asfalto. Quando falamos de vida útil de pavimento, durar dois anos não está bom, o pavimento é de 8 a 12 anos para fazer a primeira manutenção mais séria, e não é isso que estamos vendo”.

Marcus do Nascimento Rachid, especialista em infraestrutura de transportes

O especialista também relata que um caminho para a solução do problema é seguir as normas técnicas em vigor, conforme a normatização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

“A primeira solução é só seguir as normas técnicas em vigor, pode acreditar, é só isso. Se pegar a normatização do DNIT, a ABNT, se simplesmente a gente seguir o que tá previsto, já melhoraria muito.
Isso no caso de uma construção, no caso de uma manutenção, que eu vejo poucos casos aqui na cidade, já que a maioria é caso para reconstrução, né? Mas a manutenção é fazer até o tapa-buraco corretamente, se fizer o tapa-buraco corretamente, já ajuda bastante”.

Marcus do Nascimento Rachid, especialista em infraestrutura de transportes

Para solucionar a situação, Marcus ressaltou algumas sugestões, e no caso de se reconstruir a via, um equipamento chamado “recicladora” pode ser utilizado para otimizar a obra, pois a máquina tritura o asfalto antigo, misturando com a base inferior e compactando o material. O especialista também ressalta o risco que uma via mal pavimentada representa.

Questionado sobre o motivo do município não realizar o recapeamento das vias, mas tapar os buracos, o secretário municipal de infraestrutura, Marcelo Miglioli, alegou que o principal impedimento é a falta de recursos.

“Por falta de recurso. A gente, desde que a gente tá no carga do anos e 4 meses, a gente vem defendendo essa tese que a solução do tapa buraco em Campo Grande são os recapeamentos. A gente nunca discordou disso. É um consenso essa situação. Eu sempre fui muito claro, eu não conheço outra solução, se alguém tiver que nos apresente, mas isso envolve um volume muito grande de recursos”.

Marcelo Miglioli, secretário municipal de infraestrutura

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