Geradores de energia solar crescem 159% ao ano em MT

Com 18.260 unidades geradoras, a capital mato-grossense ocupa o 4° lugar do ranking com maior geração de energia do país

O número de geradores de energia solar em Mato Grosso cresce, em média, 159% ao ano, de acordo com dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Projeto em tramitação na Câmara dos Deputados, que trata de incentivos à geração distribuída, quando a energia é produzida pelos próprios consumidores, pode elevar a conta dos subsídios.

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Placas de energia solar (Foto: Reprodução)

Conforme dados da Aneel, o crescimento de geradores de energia solar no estado subiu de 2018/19 442%, de 2019/20 para 97%, de 2020/21 para 79,92% e de 2021/22 em 18%.

Os dados mostram que a quantidade de unidades que geram energia através do sol aumentou exponencialmente a partir de 2018. Naquele ano, o estado contabilizou 1.202 unidades com pouco mais de 18 mil quilowatts (qW) gerados. Já em 2022, ano com o maior número, foram contabilizadas 27.275 unidades, com quase 380 mil qW gerados.

Mato Grosso é o 6° estado com a maior geração de energia solar do país, segundo a Aneel. O estado, que começou a gerar a energia limpa em 2015, já produziu 1.259.448 de quilowatts (qW), até a última atualização do sistema, nessa quinta-feira (14).

Conforme a Agência, os 141 municípios do estado possuem unidades geradoras de energia solar. São cerca de 89 mil.

Das unidades federativas da região Centro-Oeste, o Mato Grosso aparece em primeiro lugar no ranking, seguido por Mato Grosso do Sul, com 809.447 kW; Goiás, com 861.786 e, por último, o Distrito Federal, com 279.724 quilowatts.

No estado, os municípios que mais geram energia solar são Cuiabá, com mais de 198 kW produzidos até hoje; em segundo lugar está Rondonópolis, com 75.181 kW, e, em terceiro, Sinop, com 71.883 quilowatts.

Com 18.260 unidades geradoras, a capital mato-grossense ocupa o 4° lugar do ranking com maior geração de energia do país. Cuiabá só fica atrás de Florianópolis, Brasília e Campo Grande.

Projeto polêmico

O Projeto de Lei 1.292, apresentado em abril pelo deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), traz alterações que agravam o impacto das contribuições aos consumidores sem geração distribuída.

Caso seja aprovado, os consumidores brasileiros terão que pagar mais R$ 100 bilhões em suas contas, nos anos seguintes, avalia entidades do setor.

Segundo Victor Hugo, diretor de energia da Abrace, associação que representa os grandes consumidores de energia, o projeto impacta de forma negativa as distribuidoras, mas, principalmente, os consumidores por ampliar o prazo de subsídios, que serão pagos por todos os consumidores por meio da tarifa.

“Se existe alguém que está instalando uma placa solar na sua casa, no comércio, no supermercado e outros segmentos comerciais, ele está reduzindo a sua conta, mas alguém está pagando um volume bem maior disso ao redor. Então ela é repassada para os outros consumidores na conta de energia, não é o governo federal, estadual e nem os municípios que de alguma forma estão aportando para garantir aquela solução, aquela política pública, é o seu vizinho que está pagando a sua conta”, diz Victor.

Segundo estimativa da Abrace, o PL pode amplificar os subsídios valores nominais nas próximas décadas em até R$ 100 bilhões adicionais que seriam repassados aos consumidores, na conta de luz.

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