Ministro não descarta intervenção em aeroporto de Várzea Grande
A necessidade de que o aeroporto faça pousos e decolagens internacionais volta a ser tema de debate
O ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, afirmou nesta quarta-feira (25) que vai analisar o contrato de concessão do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ele não descartou a possibilidade de uma intervenção por parte da União.
A declaração foi feita durante reunião com o deputado estadual Max Russi (PSB). O ministro disse que a concessionária responsável pelo aeroporto, a Centro-Oeste Airports, deveria realizar as reformas necessárias para que o local passe a ser considerado um aeroporto internacional, e não apenas para cargas e descargas internacionais, como é atualmente.
“É muito importante, porque o governo anterior vendeu o comando dos aeroportos, mas não fiscalizou o suficiente, e então muitas obras não foram entregues. Se tiver dificuldade, o governo entra e faz a intervenção. A gente quer a parceria privada, mas cada um tem que cumprir com seu compromisso. No caso de Cuiabá, pela proximidade com a Bolívia e com o pacífico, fica mais fácil ter essa rota também”, disse o ministro.
Leia mais: Internacionalização do aeroporto Marechal Rondon será debatida no Senado
Max defendeu a internacionalização do aeroporto Marechal Rondon, como alternativa de desenvolvimento do comércio e turismo de Mato Grosso, além dos investimentos previstos pela empresa que administra o terminal.

“Hoje, em audiência com o ministro, trouxe uma grande demanda do nosso aeroporto, para que o ministro possa fazer uma revisão, dar uma olhada no contrato, porque não foram feitos os investimentos e precisamos da internacionalização.
Na prática, a internacionalização não acontece porque ainda existem algumas pendências do aeroporto com a Receita Federal, a Polícia Federal e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Entenda:
O início dos jogos da Copa Sul-Americana, em abril de 2022, expôs um problema antigo de Mato Grosso: a necessidade de que o Aeroporto Marechal Rondon possa ter pousos e decolagens de voos internacionais.
À época, a Centro-Oeste Airports informou que o projeto para modernização e ampliação já estaria concluído e a empresa responsável pela sua execução já havia sido contratada. O início das obras estava marcado ainda para 2022 com previsão de conclusão em 2023. O investimento anunciado era de R$ 350 milhões.
Naquele momento, o secretário-chefe da Casa Civil, Rogério Gallo, disse que depender de uma autorização temporária sempre que o aeroporto precisar receber voos internacionais seria arriscado.
“O Governo do Estado está fazendo o seu papel, porque é estratégico para Mato Grosso. Um estado que exporta quase R$ 100 bilhões todos os anos, não faz sentido não ter um aeroporto internacional. Nós dependemos algumas vezes de Corumbá ou de Campo Grande. Então, o Governo do Estado está exigindo da concessionária, que assumiu o aeroporto, que faça os investimentos e que consequente ele seja reconhecido como internacional”, disse Gallo, à época.
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