MS-040: pedágio de R$ 41, asfalto, acostamento; saiba o que vem pela frente
Trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo ficará sob concessão a partir de 2026 e estrada de chão até Brasilândia será asfaltada
Importante rodovia que liga Campo Grande ao estado de São Paulo, a MS-040 tem investimentos previstos a partir de 2026, tanto no trecho pavimentado que será concedido à iniciativa privada quanto na parte que ainda não tem asfalto. (entenda mais abaixo) Até lá, usuários reclamam das condições da estrada, como os inúmeros buracos na pista. Em entrevista ao Papo das 7 do telejornal Bom Dia MS desta segunda-feira (8), o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), falou sobre o tema.

“A gente está com a responsabilidade da 040 até assinar o contrato com a concessionária, que é em janeiro [de 2026]. O plano é manter essa atividade de manutenção. Quando entrar a concessionária, você tem um outro perfil de investimento, de conectividade, que é importantíssimo para aquela rodovia. Ela tem um trecho que a gente chama de escuro, sem sinal nenhum, trecho muito grande. Então a gente vai conseguir mudar completamente o nível de serviço. A 040, a partir de janeiro, estará com a concessionária. Até lá, é garantir que ela tenha condição de trafegabilidade, manutenção em dia, pra poder dar o máximo possível de segurança aos motoristas”, afirmou o chefe do Executivo estadual.
“Já saiu a licitação da pavimentação que começa em Santa Rita do Pardo e vai até Brasilândia. Outro trecho que vai dar outra entrada para São Paulo. Importante dizer que estamos expandindo os eixos rodoviários nos locais onde a gente não tinha o atendimento de pavimentação”, completou o governador.

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Asfalto novo na MS-040
O trecho da MS-040 entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia vai ser asfaltado e será mais uma opção de ligação com o estado de São Paulo, pelo município de Paulicéia. As licitações para os lotes 1 e 4 foram lançadas neste mês.
A obra de pavimentação vai iniciar em duas etapas pelas suas extremidades, partindo de Santa Rita do Pardo (lote 1) com a implantação e pavimentação de 24,70 km. O investimento previsto é de R$ 106 milhões.
A segunda etapa será o lote 4 da obra, que tem extensão de 23,76 km, com valor estimado de R$ 81,9 milhões. Os trabalhos partem de Brasilândia em direção a Santa Rita. As outras duas etapas (2 e 3) serão lançadas posteriormente para completar o projeto.

As propostas serão abertas no dia 22 de dezembro. Logo depois da definição das empresas vencedoras das licitações, se inicia a execução das obras.
Em nota enviada ao Primeira Página, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) informou que o projeto da MS-040 contempla acostamentos em toda a extensão da via. “A pavimentação da rodovia, entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia, será realizada com pista principal e acostamentos, garantindo maior segurança viária e conforto aos usuários.”

MS-040 na Rota da Celulose
Os 227,2 quilômetros da MS-040 entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo estão no projeto de concessão da Rota da Celulose – sistema rodoviário que também engloba MS-338, MS-395, BR-262 entre Campo Grande e Três Lagoas e BR-267 entre Nova Alvorada do Sul e Bataguassu.
Com a assinatura do contrato em janeiro de 2026, o Consórcio Caminhos da Celulose deve iniciar as obras a partir de março de 2026. Além disso, a cobrança do pedágio no sistema “Free Flow” — ou “pedágio eletrônico em livre passagem” – deve começar a partir do fim de janeiro de 2027.

No caso do trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo, a tarifa de pedágio ficará da seguinte forma para automóveis (há multiplicador de tarifa conforme classe do veículo):
- MS-040: R$ 14,95 (km 47 – entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo); R$ 14,90 (km 123 – entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo); R$ 11,35 (km 217 – entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo); TOTAL R$ 41,20.
Em relação aos investimentos previstos no projeto da Rota da Celulose, a MS-040 vai ter:
- 327 km de acostamentos entre o 2º e 8º ano de concessão;
- 105,2 km de terceiras faixas entre 9º e 24º ano de concessão;
- 4,2 km de contorno rodoviário em Santa Rita do Pardo entre 3º e 8º ano de concessão;
- viaduto no entroncamento com a BR-163 em Campo Grande (4º ano de concessão);
- 1 posto da Polícia Militar Rodoviária Estadual (1º ano de concessão);
- 3 unidades do SAU (Serviço de Atendimento ao Usuário) no 1º ano de concessão;
- 1 PPD (Posto de Parada e de Descanso) no 2º ano de concessão;
- 11 passagens de fauna entre 2º e 8º ano de concessão;
- Atendimento médico de emergência (até fim do 9º mês de concessão);
- Socorro mecânico com guinchos (até fim do 9º mês de concessão);
- Sinal de telefone e internet em todo o trecho (até fim do 1º ano de concessão).
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Comentários (1)
Que caro hein! querem mesmo explorar o povo. Deveria ter um valor simbólico por exemplo R$ 5,00. Agora virou moda cobrar pedágios caros, pagar para entrar em algumas cidades turísticas. Estão acabando com nosso País mesmo e o povo sendo prejudicado. Já pagamos ipva caríssimo e impostos e mais impostos, alimentação cara, etc. Logo os brasileiros não vão poder viajar, nem ter lazer mais. Vamos viver para trabalhar p dar dinheiro p governo.