'Não lavo o cabelo há 4 dias', diz moradora de Várzea Grande sem água há 2 semanas
Moradores dependem da água que compram de caminhões-pipa, mas nem assim é suficiente para atender às necessidades.
A falta de abastecimento de água em Várzea Grande atingiu o nível mais crítico, fazendo com que a prefeitura decretasse estado de calamidade pública, nessa terça-feira (21). Moradores de diversos bairros do município estão há duas semanas com as torneiras secas.
“Eu moro aqui há 38 anos, o bairro 15 de Maio sempre teve problema de água. De 5 meses para cá amenizou, não ficou 100%, mas melhorou os problemas. Agora de quinta-feira para cá nós ficamos sem água de novo”, explicou o morador Manoel Rasa da Silva.

A dona de casa Mayra Lisboa contou que a água enviada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) está suja, e a que chega limpa é para lavar as roupas das crianças para irem à escola.
“São cinco dias sem água, aí ontem a gente conseguiu que o DAE trouxesse, mas veio bem suja, não tem condições. Então para tomar banho, lavar roupa, a gente está se virando com o que tem. Tinha um pouquinho de água lá em cima ainda que deu para lavar algumas roupas para as crianças irem à escola. Mas lavar cabelo nem pensar, tem uns quatro dias sem lavar cabelo”, contou a moradora Mayra Lisboa.
Morador da Cohab, Gilson de Barros, também já está há duas semanas sem água e precisou comprar para encher os reservatórios. Os outros moradores do bairro também dependem da água que compram de caminhões-pipa, mas nem assim é suficiente para atender às necessidades da casa.
“Eu comprei 1.000 litros de água, porque senão, como que você vai fazer? Eu tenho dois filhos, tive que lavar a roupa, limpar a casa e jogar para cima, para eu poder lavar vasilha e fazer comida. Está difícil”, contou a diarista Renata Dark.
O manancial que abastece Várzea Grande é o mesmo que abastece a capital, o Rio Cuiabá, e segundo o Departamento de Água e Esgoto (DAE), o problema não está no nível do rio, e sim no sistema de captação e distribuição que é muito antigo.
De acordo com o decreto de calamidade pública, as estações de tratamento não são interligadas, o que dificulta a redistribuição da água em casos de emergência. Um dos principais pontos de tratamento é a Estação de Tratamento (ETA) do bairro Cristo Rei, que passa por manutenções constantes.
Ainda segundo o DAE, os filtros utilizados no local não suportam a sujeira da água, barrenta, como é comum nesta época do ano, e isso tem provocado interrupções no abastecimento em diversos bairros de Várzea Grande.
A situação reflete outros dados preocupantes. Neste ano, Várzea Grande entrou para o ranking do saneamento do Instituto Trata Brasil como uma das piores cidades do país em acesso à água, esgoto e eficiência dos serviços.
O município ficou na posição 92 entre os 100 maiores do Brasil. A falta de água afeta praticamente todo o município.
Devido ao decreto, durante esse período de calamidade, tá proibido usar água da rede pública para encher piscinas ou lavar calçadas, muros, carros e fachadas com mangueira.
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