Caso de cadáver em banco relembra foto polêmica de Tancredo Neves
Após idoso ser levado morto pela sobrinha ao banco, foto de Tancredo foi relembrada. Entenda as semelhanças
O caso da mulher que foi presa, nessa terça-feira (16), após levar o tio morto em uma cadeira de rodas para tentar sacar empréstimo de R$ 17 mil, em uma agência bancária no Rio de Janeiro, fez o público das redes sociais relembrar uma foto polêmica tirada com Tancredo Neves, que seria o primeiro presidente civil, após a ditadura militar no Brasil.

Tancredo é uma figura simbólica na política brasileira. Além de ter sido eleito presidente, ele foi deputado estadual e federal, senador e governador de Minas Gerais. Tancredo também ajudou a fundar o MDB, que era oposição à ditadura.
A foto polêmica em questão foi tirada um dia antes dele tomar posse como presidente. O político estava doente. Na imagem, Tancredo aparece enfermo e até hoje gera teorias se estaria vivo no momento em que a foto foi tirada ou não.
Diante das incertezas sobre a saúde do presidente eleito, o fotógrafo Gervásio Baptista foi chamado para criar uma imagem que pudesse tranquilizar o país.
Mas a foto acabou tendo efeito contrário ao retratar Tancredo praticamente de olhos fechados e com uma aparência abatida.
No dia seguinte, a revista Veja, afirmou que o presidente contava com duas sondas injetadas em seus braços e outros jornais diziam que ele já estava morto e posava com a ajuda de uma enfermeira.
Um canal no YouTube traz uma série em que um dos episódios relata toda a história por trás da foto.
Mulher levou cadáver em banco
Nessa terça-feira (16), uma mulher acabou sendo presa depois de levar o cadáver do tio, em uma cadeira de rodas para tentar sacar um empréstimo em nome dele, no valor de R$ 17 mil.
O caso ocorreu em uma agência bancária de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Funcionários do banco suspeitaram da atitude e chamaram a polícia. Em um vídeo gravado dentro de uma agência bancária, ela aparece tentando fazer com que o homem assine o empréstimo.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado e constatou que o idoso de 68 anos, identificado como Paulo Roberto Braga, estava morto há duas horas, segundo laudo da perícia.
A polícia está investigando o caso. A mulher, Érika de Souza Vieira Nunes, pode responder por vilipêndio a cadáver.
O que é vilipêndio a cadáver?
Vilipêndio de cadáver é um crime previsto no artigo 212 do Código Penal Brasileiro. De acordo com o advogado criminalista Khristian Gondim, trata-se do ato de “desrespeitar, ridicularizar, ofender a honra” do corpo de uma pessoa morta.
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