Alvo do Gaeco contra advocacia predatória preso no Piauí vem para MS

Vinda foi solicitada por MPMS porque penitenciária em que ele se encontra não tem sala de estado-maior

Advogado sul-mato-grossense preso no Piauí alvo da Operação Arnaque, Luiz Fernando Ramos, será transferido para Campo Grande. A solicitação partiu do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e foi aceita pela Justiça.

luizfernando
Luiz Fernando está preso no Piauí, mas tem residência fixa em Iguatemi (Foto Reprodução)

A prisão ocorreu no dia cinco de julho na cidade de Floriano, 248 quilômetros distante da capital Teresina. Ele foi encaminhado para a penitenciária Gonçalo de Castor Lima, popularmente conhecida como Vereda Grande.

No entanto, segundo o MPMS, por ter residência fixa em Iguatemi, a maior parte dos crimes revelados pela operação ocorreu em Mato Grosso do Sul, mesmo que tenha ramificações em outros estados, portanto é melhor que o advogado esteja no estado, afim de não burocratizar o processo.

Além disso, a penitenciária em que se encontra não possui sala de estado-maior, local reservado exclusivamente para advogados encarcerados. A sala é da OAB (Ordem dos Advogadios do Brasil) e fica no PME (Presídio Militar Estadual).

O diretor do PME, tenente-coronel Josemar Evangelista de Souza, informou que a sala está lotada no momento, mas adequações podem ser feitas para receber Luiz Fernando. Ressaltou que o advogado ficará junto do irmão, também preso durante a operação, Thiago Cardoso Ramos.

A juíza May Melke Amaral não se opôs e autorizou a transferência, pediu apenas que o PME avise quando a vaga estiver de fato disponível e que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) faça escolta policial.

Caso

Luiz Fernando e parte da família foram presos quando o Gaeco deflagrou a Operação Arnaque em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com o MPMS grupo liderado por ele aliciava pessoas em vulnerabilidade. Os convenciam a assinar procurações em branco, que mais tarde eram alteradas para dar pleno poder aos líderes do esquema.

Depois que as vítimas eram convencidas a assinar os documentos, eram usadas como requerentes em ações de indenização contra um mesmo banco ou empresa de grande porte. Os clientes, no entanto, sequer sabiam dos processos e quando a sentença era favorável os advogados não repassavam os valores.

Quando repassavam, aplicavam uma planilha de honorários que chegava a 80% de retenção do valor pago pelos bancos. Sete advogados envolvidos no esquema foram presos.

FALE COM O PP

Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso do Sul, mande uma mensagem pelo WhatsApp. Curta o nosso Facebook e nos siga no Instagram.