André Mendonça encontra delegados da PF após assumir caso Master

Ministro do STF busca se inteirar do andamento das investigações ao substituir Dias Toffoli, afastado da relatoria do caso

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, que substituiu Dias Toffoli na relatoria do caso Master, se reúne na tarde desta sexta-feira (13) com delegados da PF (Polícia Federal) que estão à frente das investigações envolvendo a instituição financeira de Daniel Vorcaro.

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André Mendonça. (Foto: Fellipe Sampaio /STF)

O afastamento de Toffoli

Mendonça busca se inteirar do andamento das investigações após se tornar relator do inquérito que apura fraudes no banco, na quinta-feira (12). O nome de André Mendonça foi escolhido por sorteio após reunião entre os ministros do Supremo, incluindo Toffoli, na noite anterior.

A decisão foi tomada depois que os ministros da Corte foram informados pela Polícia Federal de que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, cujo aparelho foi apreendido durante busca e apreensão.

Após gerar uma crise sem precedentes no Tribunal, Toffoli pediu para deixar a relatoria do caso. Com a saída de cena do ministro, Mendonça comandará os próximos passos da investigação relacionada ao Master, já liquidado pelo Banco do Brasil, e também continua como relator do inquérito que trata dos descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Toffoli e o Banco Master

A suposta ligação de Toffoli com o Banco Master se deu a partir da empresa Maridt Participações, da qual Toffoli era sócio — apesar de não participar da administração — e que é dirigida pelos irmãos do magistrado. A Maridt, por sua vez, fez negócios com um fundo gerido pela empresa Reag, relacionada ao Banco Master. A ligação entre a Maridt e a Reag tem como ponto-chave o resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).

Entenda – O relatório da Polícia Federal, encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, na segunda-feira (9), cita conversas entre Vorcaro e Toffoli, e mensagens entre Daniel Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel, sobre o pagamento do resort. No documento, a PF cita um possível descumprimento da Lei da Magistratura, que rege a atuação dos juízes brasileiros.

Em 2021, dois irmãos de Toffoli venderam, por intermédio da Maridt, parte das cotas que tinham no resort Tayayá por mais de R$ 3 milhões. A venda foi feita para o Arleen, um fundo controlado pela Reag, administradora de investimentos ligada ao Banco Master.

Segundo o Banco Central, a Reag e o Banco Master montaram um esquema de operações combinadas para que o dinheiro circulasse entre fundos previamente organizados, com o objetivo de inflar o patrimônio do conglomerado.

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